A verdade sobre o Windows Vista

Ontém (27/07/2005) foi liberada a primeira versão beta do Windows Vista (a.k.a. Longhorn) trazendo algumas das “novidades” que já vem sendo anunciadas desde o ano passado. Dentre as tais “novidades” estão as seguintes:

  • Aero: É a nova interface gráfica do windows e nela foram adicionados recursos como o Sidebar semelhante ao Beagle que mostra informações relacionadas com o conteúdo que está sendo visualizado pelo usuário dinamicamente.
  • Search: Que é na verdade um agregador de RSS integrado com uma engine de busca, que pode ser utilizado para alimentar “pastas virtuais” nas quais são agregados conteúdos seguindo determinados critérios de busca. Recurso esse que já está presente no MacOSX há algum tempo e que também é fornecido por ferramentas como o Google Search e o Beagle para outras plataformas.
  • Metro: É a nova engine gráfica do windows, semelhante à do MacOSX, capaz de trabalhar com gráficos vetoriais e 3d e aplicar efeitos de transparência e zoom por exemplo. Recurso que está no cronograma dos mantenedores do X para o mês de novembro e que pode ser instalado à parte também há algum tempo
  • Shell: É o novo sistema de gerenciamento de arquivos, não mais associando aplicações com as extensões de arquivos e sim com o seu mime-type, e também com a geração automática de thumbnails de filmes e imagens, além de reprodução automática de arquivos de imagem, som e vídeo durante a visualização rápida (recurso presente em ambientes MacOSX e *nix).
  • Networking: Suporte ao IPv6 e a implementação de um protocolo proprietário de P2P. Recursos esses que por sua vez já estão disponíveis em outras plataformas (no caso do IPv6) ou que sequer são de interesse público (no caso do novo protocolo P2P).
  • NX: Suporte às extensões no-execute de processadores AMD64 para checagem de autenticidade do usuário de um determinado software. Recurso esse que está presente em plataforma Linux há algum tempo.
  • Gravação de DVD: Recurso integrado ao gerenciador de arquivos. Já disponível no MacOSX e em plataformas *nix por meio do Nautilus.
  • Imagens RAW: Já há suporte para isso em plataformas *nix e MacOSX faz bastante tempo.
  • Monad: Novo “Prompt do MS-DOS”, com recursos semelhantes aos shells de ambientes *nix (desde a década de 50 eu acho).
  • Meu Computador e Meus Documentos: Passam a se chamar Computador e Documentos, como nos padrões adotados por outros sistemas operacionais.
  • SafeDocs: Ferramenta de backup (agora estão dizendo que pode usar que funciona 🙂 ).
  • Virtualização de arquivos: Igualzinho aos links simbólicos dos *nix e MacOSX.
  • Sistema de arquivos transacional: Seria isso uma tentativa de implementar Journaling? Pois bem. Vide ReiserFS, Ext3 e cia. em ambientes *nix e MacOSX.

Tirem suas próprias conclusões


Aplicações web com interface desktop

O desenvolvimento de aplicações web, o uso de thin clients e a necessidade de fazer aplicações cada vez mais complexas, tendo que se prender às limitações impostas pelos navegadores de Internet tem feito surgir algumas novidades (algumas não tão novas, mas ainda pouco exploradas) que podem oferecer mais flexibilidade para o desenvolvimento de aplicações.

A primeira delas é o AJAX, que é uma técnica de desenvolvimento para web associada ao uso de scripts Java para fazer com que partes de páginas sejam atualizadas sem a necessidade de recarregar a página toda, entre outras coisas. O AJAX pode ser visto em funcionamento no GMail por exemplo.

A segunda é o XUL, que é uma extensão dos navegadores compatíveis com o Mozilla (Firefox, Navigator, Netscape, etc.) para construção de interfaces não baseadas em HTML e com os mesmos recursos (pelo menos os mais básicos e necessários) oferecidos por widgets gráficos como o GTK, QT, etc.

Vale a pena dar uma olhada no site e conferir o funcionamento do XUL, antes que a Microsoft venha falar que inventou isso com o XAML.


Desenvolvimento de Aplicações Web com Zope

Desenvolver aplicações web é um processo que compreende a criação de uma base de dados relacional, a criação de alguns formulários e listagens atrelados à lógica de negócio e pronto. Certo?

Errado!!! Abandone por alguns minutos a clava e a lança e deixe seus olhos se acostumarem com a luz fora da caverna para continuar lendo o que escrevo à seguir.

O primeiro framework de desenvolvimento de aplicações web que fez com que a grande maioria dos programadores se voltasse para a idéia de que a re-invenção da roda é algo ruim deve ter sido o Ruby on Rails, mas o existem dezenas de alternativas interessantes para lidar com os mesmos problemas, ou seja…

  • O mapeamento objeto-relacional;
  • A geração de interfaces para operações de criação, exclusão, listagem e exibição de informações;
  • A implementação de segurança por meio da implementação de usuários, grupos e papéis;
  • A geração de logs;
  • A validação de dados;
  • etc…

Tudo isso é oferecido por uma grande quantidade de frameworks de desenvolvimento disponíveis para praticamente todas as linguagens de programação.

Mas é quando o assunto é Zope que a coisa começa a complicar. O ambiente foi desenvolvido para servir de base para aplicações web, com o tempo foram criados frameworks por sobre a estrutura inicial, que por sua vez deram origem a outros frameworks e no fim das contas é quase impossível distinguir o que é Zope, o que é CMF, o que é Plone, e o que é Archetypes por exemplo.

Aí dentro do archetypes surgem coisas como o ArchGenXML, e extensões como o relations que são de terceiros, mantidas de forma independente, entretanto funcionais ao extremo e oferecendo recursos interessantes.

Mas tem mais… E o ZODB? Bom… O ZODB é um banco de dados de objetos. Humm… Desenvolver aplicações sem banco de dados relacional??? Pois é! Ele pode ser uma camada de abstração, oferecendo todos os recursos necessários para se tratar os dados como objetos enquanto os dados podem ser armazenados em bases de dados relacionais.

[continua …]


Inauguração do Blog

Agora sim! Nada mais de página feia, o lixo foi varrido pra baixo do tapete. Essa já é a 54ª inauguração de um Blog que eu faço, até hoje nenhum foi pra frente, mas vamos ver se agora a coisa anda. A idéia aqui é estudar a mecânica de funcionamento de um Blog no dia-a-dia como experiência para aplicação desse tipo de recurso na Educação a Distância. OBlogger.com me pareceu uma boa opção por ser simples e dotado de poucos recursos que possam vir a me desviar do objetivo principal (pelo menos é o que eu acho por enquanto), mas logo o tempo vai fazer o resto.