Quando aprender é non-sense 2!

Continuando com as divagações do post anterior, já falei da história do learn on-demand e da correlação (não sei se despropositada ou não) entre a obra de ficção “O Guia do Mochileiro das Galáxias” e a realidade da Internet hoje. Pois então fica faltando tratar do papel do professor na história.

Numa situação de aprendizado sob demanda, o processo todo ocorre de acordo com o surgimento de situações reais onde há necessidade de se aplicar um determinado conhecimento para resolver um problema. O mesmo ocorre no aprendizado baseado em problemas, só que, nesse último caso, são criadas situações fictícias e/ou controladas para que seja criada a demanda (por isso o nome de aprendizado sob demanda).

Então vamos supor que não haja necessidade de absorver uma grande quantidade de conhecimento para começar a colocá-lo em prática, bastando para isso dispor de uma série de eventos nos quais é possível aplicar os conhecimentos recém-adquiridos e deixar a cargo dos aprendizes que descubram as suas próprias maneiras de resolver o problema. Não seria isso a volta do dever de casa? Lembre-se que é indispensável ao Mochileiro carregar consigo sempre a sua toalha :-).

Pois então qual é a diferença entre aprendizado baseado em problemas e aprendizado sob demanda?

A idéia central seria que a diferença entre o aprendizado sob demanda e o aprendizado baseado em problemas está na forma com que as experiências são propostas ao “aprendiz”, ou seja, no aprendizado baseado em problemas a sua casa vai ser derrubada para a construção de uma nova rodovia (você pode se mudar ou simplesmente se deitar na frente dos tratores da equipe de demolição 🙂 ), enquanto que no aprendizado sob demanda o mundo vai acabar e você descobre que o seu melhor amigo é um alienígena, que lhe dá como única opção uma nova realidade totalmente diferente da sua (não espere que o chá tenha o mesmo sabor 🙂 ). Que opção lhe resta a não ser se adaptar e aprender?

O que isso deixa claro? Simples! Que o papel do educador é criar situações de motivação, mas não situações triviais que podem ser contornadas por subterfúgios simples e sim situações nas quais fique claro que é de extrema importância que sejam atingidas as metas para o bom andamento do processo de aprendizagem.

Não acabei ainda, logo eu volto a falar mais sobre o non-sense e aprendizado 🙂 … [continua…]


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