Quando aprender é non-sense!

Até que ponto o e-learning deve se moldar às formas praticadas pelo ensino presencial? Tenho me feito essa pergunta durante dias e na tentativa de achar uma resposta mais direta, menos focada em conceitos da pedagogia e mais na prática e experiência de uso da Internet como meio de construção de conhecimento. Na falta de uma opinião que espelhe com exatidão a questão eu resolvi postar aqui algumas divagações sobre o assunto.

A primeira dificuldade que vejo está em determinar onde começa e onde termina o aprendizado conectado. O que está acontecendo com cada vez mais pessoas é que a Internet se torna uma extensão dos conhecimentos sabidos, uma prótese cerebral coletiva na qual é possível complementar quaisquer saberes à qualquer momento sem a antiquada necessidade de se estudar por meios decorativos todas as nuances de um determinado assunto. Sendo assim, aquilo que vem sendo pregado por muitos “especialistas” em educação, de que hoje é necessário se especializar, de que a sociedade exige que saibamos muito sobre um determinado assunto e outras colocações pseudo-conclusivas do gênero não passa de uma deturpação do entendimento da realidade do que é a sociedade conectada.

Certamente estamos vivendo um momento em que o aprendizado deixa de ser caracterizado como um processo de formação humana básica, também deixa de ser um processo contínuo, no qual o sujeito aprende tudo sobre um assunto e depois passa a se reciclar continuamente para manter-se atualizado com as mudanças, se tornando o que pode ser chamado de “aprendizado sob demanda”, ou “learning on-demand”.

O processo de aprendizado sob demanda foi explorado na obra de ficção “O Guia do Mochileiro das Galáxias” em completo tom non-sense nos episódios onde Arthur Dent consulta o Guia, que na verdade é uma espécie de tablet-PC que contém informações sobre qualquer coisa do universo. Para Arthur basta perguntar ao guia sobre alguma coisa que ela é respondida em detalhes de forma que ele saiba o necessário para superar os obstáculos encontrados em sua jornada.

Ainda com relação ao filme “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, Arthur Dent faz uso de um dispositivo de tradução simultânea chamado Babel-fish, que no conto trata-se de um peixe que ao ser introduzido no ouvido faz a tradução de tudo que é falado para a linguagem do interlocutor.

Pode parecer totalmente non-sense como já afirmei, mas é exatamente isso que está acontecendo nesse momento com o uso da Internet. Se precisamos traduzir um texto recorremos ao Babelfish (o site, não o peixe) e se precisamos encontrar informações sobre um determinado problema recorremos ao Guia do Mochileiro (o da Terra, não o das Galáxias).

Além disso o Guia do Mochileiro da Internet fornece outros recursos como um mapa mundi interativo e meios de comunicação coletiva e individual com outros seres conectados, além de muitos outros recursos.

Pois bem, isso está ficando muito longo para uma entrada de Blog, então em breve eu escrevo o resto… [continua…]


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