U-Br: Isso sim é comunidade de verdade

Em Outubro de 2003 quando a proposta do Dâniel tomou forma, vide a história completa, eu achei que seria interessante disponibilizar um servidor na UNIPAR para dar ao projeto um canal de acesso tão bom (ou parecido) quanto o que era disponibilizado pelo UOL antes de tomarem a decisão de extinguir o serviço naquela ocasião. Porém, o que eu jamais poderia imaginar é que dessa idéia surgiriam outras, que novos integrantes quebrariam paradigmas dia-a-dia, até chegar ao que se tornou hoje o que acredito ser um dos projetos mais maduros do gênero.

Enquanto as redes sociais como o Orkut se tornaram um verdadeiro pesadelo, sofrendo com a presença de pessoas que nada tem a acrescentar culturalmente aos demais participantes, a U-Br cresceu qualitativamente e, apesar dos poucos criadores de caso que continuam perturbando (parece que são sempre os mesmos, e isso ocorre desde a época do UOL), surgem iniciativas como essa que gostaria de descrever que me deixam orgulhoso de ter ajudado para que esse tipo de coisa hoje esteja acontecendo.

A USENET, além de ter sido a primeira iniciativa do gênero, foi solo fértil para discussões que levaram às grandes realizações que fizeram da Internet o que ela é hoje. Entretanto, assim como a U-Br até então, ela sofreu do mal do desinteresse e da repetitividade de questões levantadas dia após dia por seus participantes, porém, ao contrário da U-Br, sofreu também da falta de criatividade de adminitradores que não conseguiram encontrar um caminho para se livrar de pragas virtuais como o SPAM, Trolls e uso indevido e seguiram o caminho do fechamento do acesso para postagem apenas para pessoas associadas à provedores por meio de pagamento ou em ambientes mais controlados, como as Universidades.

O que se vê hoje na U-Br é um leque de soluções, todas voltadas ao seu melhoramento, que vai desde filtros para o bloqueio de spam, soluções de alta disponibilidade (esse é o princípio básico do projeto), até criações cuja simplicidade demonstra o nível da genialidade daqueles que as propõem. A união entre Wikis e grupos de discussão soa a mim como sendo o “queijo com goiabada” das comunidades virtuais, a mistura campeã, a simbiose perfeita para que os seus frequentadores continuem evoluindo cada dia mais por meio da oportunidade para que todos possam participar com pequenas contribuições de forma a aperfeiçoar ainda mais os conhecimentos e colaborar para que o aprendizado mútuo qualifique ainda mais aqueles que compartilham dos mesmos interesses.

Exemplos que me levam a descrever aqui isso tudo, e que acredito possam dar mais sentido ao meu discurso, são a página do grupo de Linux e a respectiva área de perguntas mais freqüentes que está sendo elaborada colaborativamente pelos seus participantes.

A U-Br não se propõe a oferecer um meio de comunicação e integração apenas para interessados por software livre, que é o interesse do qual compartilham todos os seus idealizadores e principais colaboradores, mas na rede é possível encontrar grupos sobre assuntos que vão desde a culinária, passando por automóveis, direito, engenharia, cidades, música, fotografia e muito mais. As possibilidades são imensas e o esforço necessário para fazer de um interesse comum uma nova comunidade cabe apenas aos seus participantes.

Se você está lendo esse post e não sabe o que é U-Br, não sabe o que está perdendo, então procure acessar e veja com os seus próprios olhos.


No Comments


Deixe uma resposta