Bugs, insegurança?! Quem paga o pato?

Estou aqui escrevendo do meu laptop, que por sinal roda GNU/Linux desde quando foi adquirido, e mesmo assim me vejo obrigado a ter que passar pelas mesmas agruras de quem tem seu computador (leia-se sistema operacional) infectado por um vírus desses que são usados para se criar BotNets, enviar SPAM, etc. Segundo o fabricante do principal S.O. da praça a responsabilidade por tal fenômeno é dos usuários, já que bastaria atualizar seus softwares para que isso não ocorresse.

Mas então vejamos. Se eu estou sendo incomodado por tantos computadores infectados, que roubam a minha banda, que enchem a minha caixa postal de porcaria (a qual é filtrada pelo thunderbird mas mesmo assim faz com que tenha que ser verificada em busca de falsos positivos), a quem eu deveria recorrer para obter uma devida retratação?

É, isso mesmo! Eu gostaria de saber da boca dessas pessoas o motivo pelo qual elas não atualizam seus sistemas. Mas espere aí!!! Olhe só o que eu encontrei no Secunia hoje:

Então vamos ser francos. Se existem muitos bugs não corrigidos no sistema operacional mais utilizado (e habitat de 99,9% dos vírus), de quem é a culpa pelos problemas causados aos usuários de outros sistemas operacionais?

Eu só consigo imaginar que, se um fabricante faz um veículo e ele não cumpre as normas internacionais, quanto a emissão de gases nocivos, por exemplo, ele é obrigado a fazer a troca ou o reparo gratuíto do seu produto de forma a se poupar de um processo movido pelos seus consumidores. Mas com software é diferente, o usuário (ou comprador nesse caso), além de não ter o devido suporte para problemas contidos no “produto” adquirido, precisa se valer de produtos de terceiros para garantir o bom funcionamento daquilo que comprou, ou seja, sem um anti-vírus não é possível utilizar o tal S.O. pois não existem correções para muitos problemas.

Não é a minha área, não entendo muito de lei de proteção ao consumidor, mas que é estranho é. Isso deveria ser discutido por “usuários” de tal “produto” para verificar se não seria correto impedir que esse tipo de prática continue a existir. Alias, os não usuários do tal também deveriam questionar essa situação, afinal de contas estamos sendo todos prejudicados de uma forma ou de outra.


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