Chegaram meus kits do Ubuntu 5.10

Depois de alguns dias de espera os meus kits do Ubuntu 5.10 chegaram. A arte das capas mudou um pouco em relação ao 5.04 e como já tinha feito o download da imagem ISO dessa versão vou fazer como da outra vez, distribuir os CD’s e manter um ou dois kits para uso pessoal.
Para quem ainda não sabe da história, é possível pedir os CD’s do Ubuntu através do endereço http://shipit.ubuntu.com que também é acessível através do site oficial, onde é possível saber mais sobre a distribuição, que além de ser muito fácil de usar, conta com uma comunidade bem grande de usuários, além de fazer uso de boa parte dos pacotes do debian, conferindo-lhe cerca de 17500 opções de pacotes de softwares para instalação, dos quais a maioria são de código aberto e/ou gratuítos.

Uma bela opção para quem ainda usa conexão discada ou quer distribuir presentes interessantes para clientes e amigos.


Poucos Dólares para Django

Além de ser o título de um excelente western de 1967, estrelado por Antony Steffen, o título acima, somado às referências ao herói homônimo, descreve perfeitamente a real situação do Framework Django, que é um projeto feito em python com motivações e organização muito parecidas com a do já famoso Ruby on Rails.

Mas poxa vida! Outro framework?!

Sim. Porque não! O Django se apresenta como uma ótima alternativa para construção de aplicações web, e além de oferecer todos os recursos do Ruby on Rails, tem uma abordagem bem mais interessante quanto à geração de interfaces de scaffolding, oferecendo não somente as interfaces para inclusão, exclusão, listagem e alteração, mas também uma inteface de administração completa, estrutura de permissões, suporte a usuários e grupos e muito mais.

Vou testar o Django e tentar contar a minha experiência aqui no Blog, afinal de contas, quando o assunto é esse tipo de ferramenta de facilita a vida do desenvolvedor nunca é demais falar das alternativas disponíveis.


Ubuntu H2 leva o linux a novas fronteiras

Para quem ainda não ouviu falar, o Ubuntu H2 é uma espécie de pendrive que vem com o Ubuntu Linux instalado (até aí nada de interessante) e dispõe de algum espaço livre disponível para que o usuário possa armazenar os seus próprios arquivos, o que faz da solução algo bem interessante para quem está sempre viajando e sabe que usar computadores de cyber-cafés nem sempre é algo indicado quando se tem arquivos pessoais importantes ou quando é necessário acessar contas particulares em serviços on-line.
O pequeno dispositivo USB contém o Ubuntu Breezy (5.10) instalado e é compatível com praticamente qualquer equipamento. Mais informações sobre a nova traquitana podem ser obtidas no Tom’s Hardware Guide, que fez uma avaliação do produto.


Web 2.0 x Brasil 1.0

Devo estar ficando preguiçoso, ou quem sabe estou ficando esperto? Decidi que vou parar de perder tempo fazendo coisas como instalar um software específico para montar um Blog já que existem outras alternativas mais simples e funcionais. Além disso, ao analizar a atual situação eu comecei a perceber que isso pode virar uma rotina, senão vejamos:

  • Por que se preocupar em instalar, configurar, atualizar, fazer backups e ficar lendo boletins de segurança de softwares feitos para fazer tarefas simples já oferecidas por grandes portais de maneira gratuíta e com melhor qualidade?
  • Além de Blogs e contas de e-mail com espaço inesgotável como as oferecidas no Gmail é possível ter acesso a uma grande variedade de funcionalidades através da internet, tais como galerias de imagens, ferramentas de autoria de conteúdo, etc.

Isso na verdade é reflexo da chegada da nova era da Internet, a chamada Web 2.0, que até já foi alardeada anteriormente, mas devido às limitações tecnológicas do meio, não havia decolado. O que se tem agora são tecnologias que permitem desenvolver aplicações com usabilidade e recursos maiores do que as aplicações do desktop. Somando isso à necessidade cada vez maior de mobilidade e a demanda por modelos computacionais que sejam mais racionais quanto ao consumo de recursos como o processamento, energia, ruído, dissipação térmica, etc.; o que se tem é que estamos nos aproximando de uma nova Web que já está dando origem a uma nova categoria de computação, que é aquela que finalmente deverá atingir a grande massa e não apenas um percentual pequeno de pessoas que são além de usuários, entusiastas da tecnologia.

O primeiro passo está dado. A curva de aprendizagem necessária para operação dessas novas aplicações é mínima, a sua eficiência, segurança e disponibilidade é incomparável. O que há de se ter agora são meios para que o acesso a Web seja mais democrático, e já que parece que finalmente as operadoras de telefonia estão largando o osso, pode ser que o nosso País (ele todo, e não somente as camadas privilegiadas da sociedade) consiga se equiparar ao atual nível de desenvolvimento social e intelectual dos países mais desenvolvidos.

Acabamos de tomar o segundo gol, estamos perdendo de 2×0 para os demais países no que diz respeito ao domínio da tecnologia, agora quem sabe consigamos, pelo menos, diminuir a diferença no placar e atingir o 2×1. Só resta saber se vão universalizar o acesso.

O impacto disso pode ser ainda maior se imaginarmos a continuidade da evolução desse cenário que se apresenta aliada ao aparecimento da TV Digital, já com certo atrazo, em nosso País e também do uso de equipamentos de baixo poder de processamento tais como os laptops de 100 dólares dos quais tanto tem se falado. Se os tais computadores populares hoje parecem estar distântes da realidade por possuirem uma capacidade de processamento relativamente pequena, pode ser que acabem se constituindo como verdadeiros thin clients para acesso a essas novas aplicações que estão surgindo.

Bom… Previsões são perigosas, é difícil adivinhar o que está por acontecer, mas é certo que as mudanças já começaram.