Os órgãos públicos e as distribuições de linux desconhecidas

Vou ser bem direto. Por que insistem em usar distribuições desconhecidas nos computadores que são distribuídos com Linux nos órgãos públicos?

Não sei afirmar se isso é oportunismo ou falta de visão, mas o que é certo é que estão prejudicando a utilização de softwares livres nos órgãos públicos com a imposição de utilização de distribuições como o Muriqui Linux e outras tantas que aparecem e desaparecem conforme se realizam parcerias para fornecimento de sistemas operacionais. Nos computadores comercializados a custos baixos em grandes redes varejistas a situação também não é muito diferente, já que dificilmente uma pessoa que adquiri um equipamento com Sistema Fenix, e mantem o sistema operacional original instalado.

Por que simplesmente não instalam uma distribuição conhecida? É preciso ter uma empresa “vendendo licenças” para usar Linux nos computadores do estado?

Mas o mais interessante é ouvir relatos dos usuários desses equipamentos de que ao acionar o suporte, o técnico não foi capaz de resolver o seu problema e por isso formatou o disco rígido do equipamento, instalando em seguida o Kurumin, ou nos casos de equipamentos domésticos, ver que ao ligar o equipamento a pessoa que é chamada para fazer a instação (geralmente um vizinho, parente ou amigo) já leva um CD do Windows no bolso pra sequer ter que bootar o sistema operacional que veio com o equipamento.

O pior de tudo é ser procurado por pessoas que trabalham em órgãos públicos e não saber responder dúvidas básicas por simplesmente não ter contato com a tal distribuição que veio instalada no computador que o estado enviou, ou ainda, ver pessoas provenientes desse meio espantadas com o fato de você realmente usar Linux em seu dia-a-dia.

P.S.: Eu ia usar um gráfico do Google Trends nesse texto para demonstrar o quanto essas distribuições são inexpressivas frente às mais utilizadas mas infelizmente, segundo o Google Trends, não há volume de buscas suficiente sobre elas para gerar os gráficos.


Fotos e vídeos do acidente da TAM

É impressionante como o conteúdo criado pelos usuários (user generated content) está se tornando cada vez mais importante na cobertura jornalística de fatos marcantes na atualidade. Em poucos minutos é possível encontrar dezenas de fotos e vídeos. Mesmo os telejornais agora exibem vídeos obtidos nessas mesmas fontes, apenas canalizando a visão real de alguém que estava presente no momento em que ocorreu o acidente.

Algumas pessoas podem dizer que isso não é novidade, afinal de contas já ocorreu no 11 de setembro, além do que é comum imagens amadoras serem utilizadas vez por outra não só na televisão mas também em jornais e revistas, o que acabou originando inclusive a figura dos paparazzi.

Mas e agora? Como chamariamos essas pessoas que disponibilizam imagens através da Internet sem qualquer remuneração? Paparazzi digitais?

Hoje é a disponibilização de fotos e vídeos gravados, amanhã quem sabe. Com o aumento da disponibilidade de banda e a onipresença de equipamentos digitais com câmeras é bem possível que as pessoas passem a fazer coberturas ao vivo desse e de outros tipos de evento.


Long live to Rock’n Roll

Que outro estilo abrange tanto?

Viva o dia do rock!