Depois do Estadão agora é a vez do Diário do Nordeste

Depois da campanha infantil do Estadão na qual a credibilidade dos textos produzidos de forma independente por autores ditos desconhecidos foi acharcada por insinuações de que os blogueiros são pessoas perturbadas e excluídas socialmente, agora é a vez do Diário do Nordeste engrossar o coro dos insatisfeitos com o crescimento da mídia informal.

Mas o que mais impressiona nesse segundo devaneio jornalístico (ou seria soluço editorial?), é ver uma afirmação dessas:

“Com a proliferação e popularização desse tipo de informação distorcida, os próprios adultos poderão ir perdendo, progressivamente, sua capacidade crítica, passando a ter pontos de vista moldados por escusos e ocultos interesses particulares.”

Senão vejamos. Desde quando a mídia formal é responsável pela formação de opinião crítica? Alias, quem me garante que o que é publicado por um grande jornal, revista, rede de televisão, rádio ou portal da Internet não é moldado por escusos e ocultos interesses particulares?

Em um País que já teve presidentes eleitos e depostos de acordo com o posicionamento da mídia televisiva e impressa, quem desse meio pode ser capaz de atirar a primeira pedra?

Vamos ver se eu entendi bem. Quer dizer então que tem gente por aí pensando que toda e qualquer afirmação que não tenha sido publicada por um jornalista em um meio de veiculação reconhecido é mentirosa ou que não é digna de crédito?

Pois é. Se for isso mesmo então só me resta pensar uma coisa. A mesma mídia que um dia clamou pela liberdade de expressão agora quer cobrar pedágio. E cuidado ao pedir conselhos para algum amigo, antes procure se certificar de que ele já publicou o que lhe disse em um jornal, ou melhor, peça a ele as referências bibliográficas, caso contrário, segundo os veículos ditos respeitados de comunicação, as informações não passam de xurumelas (by Pedro Milani).

Fiquei sabendo disso no navegantes.blog.


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