Debian no Desktop/Laptop: É possível? – Parte IV

A minha primeira conclusão sobre o Debian é que se trata de uma distribuição totalmente viável para utilização em desktops. O grande destaque vai para a performance, que é sensivelmente melhor do que em distribuições mais utilizadas para esse fim. Entretanto é preciso considerar que boa parte dos procedimentos necessários para torná-lo apropriado ao uso, deixando-o completamente configurado e preparado para utilização, são de deixar os candidatos a usuários um pouco desconfiados, afinal de contas, existe uma quantidade considerável de configurações e personalizações que são encontradas “out-of-box” em outras distribuições.

Outro fator negativo para quem pretende usar o Debian no desktop é a instalação demorada, que pode chegar a horas, caso se tenha adotado o método que descrevi no início do artigo, e o acesso a Internet no local da instalação seja limitado. Em contra-partida a isso, o grande número de CD’s da distribuição oficial, apesar de apenas alguns serem necessários, aliada a falta de informações, acabam gerando grande confusão, o que também ocorre com a forma com que os repositórios são organizados (stable, unstable ou testing?).

Penso que as melhores alternativas para uso do Debian no desktop sejam as CDD’s (Custom Debian Distributions), dentre elas a mais famosa, no caso o Ubuntu, e a louvável iniciativa nacional do Debian-BR-CDD.

Hoje estão disponíveis, no site oficial do Debian, ferramentas para criação de CDD’s, que poderiam ser utilizadas (e já vêm sendo em alguns locais) por Universidades, Governos, Empresas e Fabricantes/Distribuidores de Hardware para criação de distribuições que pudessem oferecer diferenciais aos usuários finais sem abdicar de uma base de softwares comum e intercambiável.

Não pretendo continuar com o Debian instalado em meu laptop por muito tempo, creio que boa parte dos problemas que encontrei no Ubuntu Gutsy possam ser resolvidos em pouco tempo (se é que já não o foram), mas creio que existe algo verdadeiramente diferente no Debian. Talvez a sensação de se estar usando um projeto desenvolvido de forma verdadeiramente coletiva, com qualidade inquestionável, além de servir de grande provedor para ótimas distribuições que consolidam-se a cada dia como alternativas viáveis, não só em desktops/laptops, mas em todas os dispositivos que demandem a presença de um sistema operacional.

Não sei se fui muito superficial neste meu artigo, mas creio que todos os colaboradores do Debian merecem a simpatia daqueles que usam o GNU/Linux em suas atividades profissionais ou mesmo em seus equipamentos pessoais. Obrigado a vocês!

Espero manter o Debian instalado em uma maquina virtual para poder acompanhar por mais tempo o seu desenvolvimento e, quiçá, contribuir com alguma coisa. Até logo!


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