Relato: Educação a Distância e Software Livre: caminhos e desafios para o projeto Universidade Aberta do Brasil (UAB) – Latinoware 2007

Nesta palestra foi explicado o projeto da UAB (Universidade Aberta do Brasil) que é um projeto que conecta a oferta de cursos de universidades federais como a UFSC, UFMS, UFPR e outras às prefeituras municipais, que por usa vez oferecem tele-salas e a estrutura local necessária para que os alunos assistam às aulas e tenham o apoio necessário para que possam participar de tais cursos à distância, em suas próprias cidades, sem quaisquer custos.

Para tal foi escolhido o software Moodle, que é utilizado na criação dos AVA’s (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) utilizados pelos cursos oferecidos pelas universidades parceiras através da UAB.

Foram abordadas questões como a dificuldade de capacitação de pessoal para atuação como tutores nessas iniciativas, a resistência de professores em adotar esse novo tipo de paradigma educacional mediado pela tecnologia, a discriminação de cursos a distância, entre outros.

Ao final da palestra houve um pequeno debate entre os participantes e o palestrante no qual foram questionadas práticas e apontadas dificuldades na adoção da plataforma Moodle. O palestrante também citou eventos que deverão ocorrer no próximo ano voltados para a capacitação de usuários do Moodle e encontros da comunidade de usuários desse software livre, como por exemplo o MoodleMoot Brasil 2008.

UAB: http://www.uab.mec.gov.br/

Moodle: http://moodle.org


Relato: Controle de tráfego com HTB e Iptables – Latinoware 2007

Nesta palestra foi abordada a utilização dos softwares HTB e Iptables para realização de QoS em redes corporativas. O processo consiste na criação de regras para consumo de recursos de comunicação (links de internet) afim de evitar que o tráfego de informações mais importantes seja prejudicado pelo tráfego de informações menos importantes, através da definição de classes e prioridades (disciplinas do HTB), as quais são utilizadas mediante redirecionamento do tráfego da rede local com o auxílio do IPTABLES.

A explicação foi bem aprofundada e o Prof. Eriberto demonstrou o funcionamento da solução com o auxílio de um vídeo gravado por ele onde são gerenciados dois downloads de arquivos grandes determinando prioridades específicas para cada um deles, o que possibilitou visualizar o funcionamento da solução na prática.

Os conceitos de utilização do HTB são muito simples se comparados com outras soluções similares que eu já conhecia, como por exemplo o CBQ. O uso de QoS em redes corporativas é fundamental afim de economizar recursos e racionalizar a sua utilização, permitindo que todos os usuários sejam atendidos mediante otimização do uso.

Esta sem dúvida foi a palestra que mais gostei no evento.

Site do palestrante (onde inclusive já está disponível o material da palestra): http://www.eriberto.pro.br/


Relato: Empacotamento de software no Debian GNU/Linux – Latinoware 2007

Mesmo não tendo ficado até o final, pois não havia conseguido fazer a inscrição para o mini-curso (que só contava com 20 vagas, assim como os outros) eu passei algum tempo no fundo da sala assistindo o andamento do mesmo.

Nesse mini-curso o Prof. Eriberto (grande palestrante por sinal) abordou as técnicas necessárias ao empacotamento de softwares para a distribuição GNU/Linux Debian (o que também serve para outras distribuições baseadas no formato de pacotes DEB). Inicialmente ele falou sobre como os pacotes são aceitos e disponibilizados nos repositórios do Debian, também falou sobre como as pessoas podem contribuir para correção de bugs em pacotes Debian e como adotar pacotes órfãos.

Em seguida ele demonstrou como criar a “Jaula” (Jail) onde é instalada uma cópia mínima do Debian em uma pasta de trabalho que posteriormente é utilizada para instalação do software que será empacotado usando CHROOT a partir dos fontes. Frisou a importância de criar Jails limpos para instalação dos softwares afim de eliminar possíveis problemas com dependências (que são outros softwares que por ventura sejam requeridos pelo software que se deseja empacotar), entre outras coisas.

Como não fiquei até o final espero que aqueles que puderam ficar até o final complementem o relato com mais informações e links para materiais de referência.


Relato: Palestra do Richard Stallman – Latinoware 2007

A palestra proferida por Richard Stallman no Latinoware 2007, como era de se esperar, tratou de como é composta a GPL, o que é software livre, o histórico do projeto GNU, como o linux passou a ser o kernel do GNU/Linux, entre outras coisas. Inicialmente o RMS (Richard Stallman) falou das 4 liberdades providas por todo software licenciado sob GPL.

Os principais destaques foram as referências ao presidente norte americano George Bush, à política internacional americana e às leis de patentes que impedem os cidadãos norte americanos de utilizarem, por exemplo, software livre para assistir um DVD. Para mim ficou a impressão de que Richard Stallman, apesar de programador, parece estar preocupado com a filosofia que existe por trás da idéia do software livre sem uma visão pragmática de sua aplicação, entretanto, em alguns momentos, ele transparece o grande entendimento que possui da proposta comercial do software livre, e dos impactos sociais e mercadológicos da existência de softwares livres, como no momento em que citou que um governo, ao incentivar a adoção de uma plataforma livre, viabiliza o crescimento do mercado de capacitação e suporte nacional.

Gostei da forma como ele contou como foi escolhido o nome GNU, mesmo já sabendo a história, pois deu pra notar que deve ter sido muito divertido estar envolvido com aquela idéia naquele momento, o que demonstra o nível de envolvimento que tinham com o projeto no seu início.

Ao final ele se trajou como St. I”gnu”cius e citou os mandamentos da Igreja do Emacs, dentre os quais estão, além das 4 liberdades do software livre, o polêmico (jamais usarás VI para editar seus textos!), que causou certo frisson junto aos “discípulos” do editor VI, onde todos demonstraram sua preferência com o símbolo do VI, segurando o dedo médio da mão direita com o polegar e levantando a mão com a palma voltada para a frente afim de formar as letras V e I de maneira similar ao gesto daqueles que gostam de Rock ‘n Roll, Heavy Metal e afins.

Apesar da forma bem humorada com a qual proferiu a palestra houveram momentos de grande reflexão, envolvendo a forma com que softwares livres são vistos pelas corporações, como o uso do software livre afeta a autonomia das pessoas, empresas e nações, entre outras coisas.


Top 30 das Ferramentas de Criação de Mapas Mentais/Conceituais

Foi publicada no Mashable uma extensa lista de ferramentas de criação de mapas mentais/conceituais que eu estou referenciando aqui. Segundo a Wikipédia, a teoria a respeito dos Mapas Conceituais foi desenvolvida na decáda de 70 pelo pesquisador norte-americano Joseph Novak. Ele define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento.

Já a definição de Mapas Mentais da Wikipédia diz que Mapa mental, ou mapa da mente [1] é o nome dado para um tipo de diagrama, sistematizado pelo inglês Tony Buzan, voltado para a gestão de informações, de conhecimento e de capital intelectual; para a compreensão e solução de problemas; na memorização e aprendizado; na criação de manuais, livros e palestras; como ferramenta de brainstorming; e no auxílio da gestão estratégica de uma empresa ou negócio.

Fontes: Mashable, Wikipédia