Ubuntu 12.04: Como ativar o botão direito em notebooks com botões integrados ao touchpad (clickpad)

Rápido e rasteiro, basta colar o código abaixo no final do arquivo /etc/X11/xorg.conf usando o terminal e o comando ‘sudo gedit /etc/X11/xorg.conf’

Section "InputClass"
Identifier "Clickpad buttons"
MatchDriver "synaptics"
Option "SoftButtonAreas" "50% 0 82% 0 0 0 0 0"
EndSection

Depois de salvar o arquivo é só encerrar a sessão e fazer login novamente que o botão direito estará funcionando.


Como dar ao gEdit o estilo do TextMate

Depois de atualizar o Ubuntu aqui do laptop para a versão 9.10, que por sinal está excelente, resolvi fazer algumas personalizações. A primeira delas foi deixar o gEdit um pouco mais interessante. Para isso basta seguir os passos abaixo:

1. Instalar o estilo Darkmate

mkdir ~/.gnome2/gedit/styles
wget http://grigio.org/files/darkmate.xml -O ~/.gnome2/gedit/styles/darkmate.xml

2. Baixar a fonte Monaco, que pode ser encontrada neste endereço, extrair o arquivo em uma pasta temporária e instalar a fonte (clique duplo sobre o arquivo Monaco.ttf e clique no botão “Instalar”)

Fonte Monaco

3. Executar o gEdit e selecionar no menu Editar > Preferências > Fontes e Cores a fonte Monaco e o estilo Darkmate

Configuração do gEdit

Depois disso o gEdit vai ficar com essa aparência:

gEdit com cara de Textmate

Bem legal né?


Como criar sua própria distribuição Linux em Live-CD/DVD

Depois da volta das discussões em torno de distribuições nacionais, por conta das recentes citações do Big Linux no BR-Linux.org e do fim do Kurumin NG. Achei que seria interessante abordar esse assunto, já que existem várias iniciativas nacionais, em grande parte baseadas na personalização de distribuições já existentes.

Antes de começar é bom avisar que NÃO estou incentivando ninguém a seguir o caminho já traçado por dezenas de distribuições amadoras que vem e vão no cenário nacional que é o de montar um live-cd baseado na distribuição X, Y ou Z trocando o papel de parede e criando alguns scripts manjados, contratar uma hospedagem barata, registrar um domínio ^*-br.org$ e publicar o anúncio e as notícias do recém criado “site da comunidade” no BR-Linux.org.

A criação de uma nova distribuição é valida em situações onde há necessidade de personalização de uma determinada distribuição de Linux para uma grande quantidade de equipamentos, como em empresas que fabricam ou revendem equipamentos, em universidades, escolas, prefeituras, etc.

Então vamos ao que interessa:

O que é uma distribuição?

Uma distribuição de Linux é um apanhado de softwares, organizados de forma a cumprir um determinado objetivo ou atender um público específico que, somados ao kernel (Linux) dão origem a um ambiente passível de ser utilizado por outras pessoas para os mais variados fins. Dentre as distribuições mais conhecidas estão o Debian, Fedora, Ubuntu, SUSE, etc.

Uma distribuição geralmente é composta por um CD/DVD que contem o sistema básico e um conjunto de softwares mais comuns que pode ser extendida posteriormente à sua instalação através do uso de gerenciadores de pacotes que fazem o download e a instalação de softwares da distribuição que ficam em servidores (repositórios) para que o usuário final possa personalizar o seu sistema com os softwares que preferir.

Como criar a minha distribuição personalizada?

O primeiro passo para criar uma distribuição personalizada é escolher uma distribuição que possa servir de base e que conte com ferramentas e uma iniciativa que permita realizar a sua devida personalização, dentre as que contam com esse tipo de recurso é possível citar as seguintes:

Debian

O Debian é sem dúvida a base mais comum para criação de novas distribuições. O projeto conta com uma iniciativa vontada para esse fim que é o Debian Pure Blends, também conhecido como Debian Custom Distributions, que teve o seu nome alterado recentemente na tentativa de esclarecer que as distribuições resultantes continuam sendo sub-conjuntos do Debian e não outra coisa qualquer que seja.

A forma mais fácil de personalizar seu próprio Debian é usando o Simple-CDD que conta com inclusive com um Howto na documentação oficial do Debian. Trata-se de um processo razoavelmente simples e bem documentado, bem parecido com os demais que se seguem.

Os procedimentos descritos acima são para construir um CD de instalação normal do Debian, sem a possibilidade de utilizar o resultado como Live-CD, entretanto, há outra iniciativa do projeto Debian voltada especificamente para a criação de Live-CDs baseados no Debian, denominada Debian Live Project, a qual conta com documentação bastante detalhada e helpers de fácil utilização.

Fedora

No Fedora é dada a denominação de Spin para versões personalizadas do Fedora padrão criadas com o intuito de atender necessidades específicas. Existem dois meios de se criar um Live-CD, sendo a primeira delas através de um software chamado revisor, e a mais bem documentada, e segura, que é usando o livecd-creator.

O processo é bem documentado e simples de entender e seguir.

Dentre as distribuições aqui citadas o Fedora aparentemente é o que mais incentiva essa prática, sendo que a relação oficial de Spins conta inclusive com um feito por brasileiros, que é o BrOffice Spin.

Ubuntu

O Ubuntu também possui documentação sobre como personalizar o seu LiveCD, entretanto, não há uma política específica para divulgação dos projetos derivativos como há nas distribuições anteriormente citadas.

Também não há grandes dificuldades em se realizar o processo, basta seguir a documentação e caso não tenha sucesso, procurar ajuda na comunidade.

Outra forma de se criar uma versão “customizada” do Ubuntu é através do uso do UCK – Ubuntu Customization Kit, software semelhante ao Revisor do Fedora, que permite a criação de um LiveCD personalizado com alguns cliques do mouse.

SUSE

O SUSE conta com um sistema muito interessante de personalização da distribuição para criação de appliances e versões personalizadas do seu Live-CD chamada SUSE Studio. O serviço, que está em estágio Alpha, por enquanto está disponível apenas para convidados, mas promete oferecer formas de criar sua própria versão personalizada do SUSE Linux usando apenas o seu navegador, através do próprio site.

E depois?

O resultado de todos os procedimentos disponíveis nas distribuições citadas é a criação de uma imagem ISO contendo o Live-CD da distribuição, devidamente personalizada, que você acabou de criar. Os repositórios de softwares continuarão sendo os mesmos da distribuição original, a menos que sejam alteradas as configurações do gerenciador de pacotes para que ele use um repositório alternativo.

Creio que existam vários outros meios e também outras distribuições que contem com esse tipo de recurso, mas procurei versar apenas sobre as mais conhecidas. Como pode ser visto nas documentações de cada processo, não se trata de algo extremamente difícil e pode ser usado para diversos fins, sendo inclusive encorajado oficialmente por várias distribuições.

Espero ter sido útil e, só lembrando mais uma vez, não saiam por aí criando novas distribuições sem antes ter um objetivo bem definido. Leiam a documentação do Debian Pure Blends, que apresenta além da visão técnica, uma abordagem filosófica e prática, e sejam pragmáticos. Não re-inventem a roda!

Fiquem a vontade para comentar, reclamar ou sugerir algo. Até a próxima.

Atualizações: 1. Incluídas informações sobre o Debian Live Project; 2. Incluída a citação do Ubuntu Customization Kit.


Como identificar e reparar pen drives falsificados

É inegável. Um golpe imenso envolvendo a falsificação de pen drives está ganhando proporções enormes e muita gente sequer tem se dado conta de que muitos pen drives, aparentemente defeituosos, podem ser, na verdade, falsificações que consistem em fazer com que um chip de memória de menor capacidade seja detectado pelo computador como um de maior capacidade.

Essa semana chegou até mim um desses pen drives que apresentam problemas misteriosos depois de algum tempo de uso, que incluem o desaparecimento de todas as suas partições, arquivos corrompidos, partições que não formatam e o já conhecido problema do pendrive com partição RAW.

Os indicativos de que tais produtos são falsificados são simples, já que esses pendrives, na maioria das vezes vendidos como KINGSTON, são detectados pelo sistema operacional como “Generic Flash Drive 2.0 2.20” ou coisa parecida, além da aparência e qualidade do acabamento totalmente fora dos padrões encontrados no site do fabricante.

No caso do pen drive que recebi, ele foi vendido como sendo um Kingston Data Traveler 4.0 GB, mas na verdade se trata de um produto de qualidade inferior, cuja capacidade real é de apenas 1 GB, e sim, é possível reverter as configurações do dispositivo para que ele funcione na sua capacidade correta, minimizando, por assim dizer, o prejuízo resultante da aquisição de um produto que foi claramente manipulado por pessoas mal intencionadas, com o intuito de lesar o consumidor.

Os passos para reverter as alterações feitas no pen drive falsificado são os seguintes:

  1. Baixar e executar o programa Chip Genius (para windows) que pode ser encontrado neste endereço.
  2. Identificar o VID e o PID do produto.
  3. Pesquisar no site FixFakeFlash pelo VID e PID encontrados pelo Chip Genius.

A solução pode variar de modelo para modelo, mas no caso do pen drive que “recuperei” aqui, o VID era 2001 e o PID era 2008, os quais acredito serem os mais comuns, e que podem ser “recuperados” usando o software UdTools que pode ser encontrado neste endereço.

O programa irá detectar todos os dispositivos de armazenamento USB que estiverem conectados no computador e identificar suas características reais. Exibindo-os em uma lista, onde basta clicar no botão correspondente à unidade que deve ser corrigida e um processo de regravação do firmware e formatação será realizado.

Nas configurações avançadas do UdTools é possível definir algumas características do funcionamento do pen drive, como o funcionamento do led indicador de atividade, que em pen drives falsificados costuma ficar aceso o tempo todo (o que pode ser corrigido).

Depois de devidamente “recuperado” o pen drive passa a funcionar normalmente, com a capacidade correta de 1 GB.


Como resolver os problemas com o microfone em notebooks Acer Aspire rodando Linux

Depois de uma cruzada de mais de uma semana em busca de uma solução para os problemas com a captura de som eu finalmente acabei colhendo os primeiros frutos. Eis a solução para quem está tendo problemas com a captura de audio nos laptops Acer Aspire:

  1. Edite o arquivo /etc/modprobe.d/alsa-base com comando abaixo (crie o arquivo caso ele não exista):
    sudo gedit /etc/modprobe.d/alsa-base
  2. Inclua a seguinte linha no final do arquivo:
    options snd-hda-intel model=acer-aspire

Obs.: Em alguns notebooks, como os da linha 5100-5196 e desktops que possuem essa placa de vídeo integrada à placa mãe, é preciso incluir uma linha diferente, sendo ela a seguinte:
options snd-hda-intel position_fix=1 model=3stack

Feito isso é só reiniciar o equipamento que a captura de som irá funcionar corretamente, sem travamentos nos programas que realizam essa tarefa.

Ainda falta eu descobrir o que está acontecendo em outro equipamento que usa uma placa de som de outro modelo e tem apresentado um problema muito parecido, mas isso já representa um grande avanço. 😉

Atualizado: Incluida linha alternativa de configuração para outros modelos de equipamentos.
Atualizado 2: Crie o arquivo /etc/modprobe.d/alsa-base caso ele não exista.


Quer economizar até US$ 200 no DreamHost? Pergunte-me como!

Recebi recentemente um e-mail da equipe do DreamHost me informando que tenho direito a distribuir 5 cupons de desconto para contratação de planos de hospedagem de 5 e 10 anos, na primeira hipótese o cupom dá direito a um desconto de US$ 150 e na segunda o desconto sobe para US$ 200.

Se alguém estava esperando a oportunidade certa para contratar um plano de hospedagem muito barato com espaço em disco e banda praticamente ilimitados e todas as facilidades do DreamHost Panel (demo), é só entrar em contato comigo que ficarei feliz em colaborar.

Os planos dão direito a um registro gratuito de domínio e 50GB de espaço para backup pessoal, além de 200GB de espaço para armazenagem de websites, domínios ilimitados, integração com o Google Apps for Domains e 10TB de link mensal.

Obs.: O espaço em disco e o link podem ser migrados posteriormente para outras condições, inclusive a de se tornarem ‘ilimitados’, que foi o que fiz recentemente com o meu plano, sem custos adicionais.


Save $48.50 and/or get Unlimited Disk Storage and Bandwith at DreamHost

DreamHost is now giving Unlimited Disk Storage and Bandwith to existing accounts.

If you already have an account see at Main Menu > Billing > Manage Account that you’ll probally see a link to UPGRADE TO UNLIMITED DISK AND BANDWIDTH FREE.

Cool, not!?

But if you don’t have a DreamHost Account yet there is time to do this and join the party! Use my promocode MINHOLI and save $48.50 to sign-up for a new account (2 years or more).


A Web 2.0 e os Leitores RSS

Você usa um leitor RSS? Se respondeu não então ainda não ingressou na verdadeira revolução social que tomou conta da Web nos últimos tempos. Ao utilizar um leitor RSS é possível agregar conteúdos de dezenas de sites em um único local, classificar tais conteúdos, compartilha-los e assim criar fontes de informação completas sobre qualquer assunto, escolhendo sua própria equipe de jornalistas, repórteres e editores.

Já escrevi anteriormente sobre esse assunto, mas como esses softwares parecem se tornar mais necessários a cada dia eu creio que seja preciso alertar, mais uma vez, para a existência e os benefícios da sua utilização.

Dentre os inúmeros leitores RSS que existem, eu recomendo em particular o Google Reader, o Bloglines e o Netvibes.

Por que não usar mais leitores RSS no desktop?

A Web é a plataforma. Ao usar um leitor RSS via web você amplia as possibilidades de compartilhamento, a informação torna-se disponível em qualquer lugar e, principalmente, você não corre o risco de perder suas fontes de informações.

Se você ainda não usa um Leitor RSS então inscreva-se em um dos 3 serviços acima, adicione seus blogs, sites, portais e colunas favoritas e tenha a informação que você precisa sob controle. E não se esqueça. O meu blog também! 🙂


Como gravar Blu-Ray e HD-DVD em DVD-R/RW usando seu gravador de DVD comum

Inicialmente a idéia parecia totalmente improvável, mas a Eugenia do OSNews disponibilizou dois pequenos tutoriais mostrando como é possível gravar HD-DVD e Blu-Ray usando um gravador de DVD comum. Essas são dicas muito valiosas, que podem ser encontradas aqui e aqui.

Atualização: Os links originais não estão mais disponíveis, mas é possível “rippar” Blu-Ray para DVD (ou qualquer outro formato de vídeo) usando o Blu-Ray Ripper.


Top 30 das Ferramentas de Nomenclatura e Registro de Domínios

Falta criatividade para dar nome ao domínio de seu novo projeto? Então aí vai uma lista de ferramentas que podem auxiliar nessa tarefa e no registro do seu novo domínio.

Fonte: Mashable