Como resolver os problemas de instabilidade do PowerBox da GVT

Se você tem uma assinatura de Banda Larga GVT,  instalaram para você um roteador PowerBox e está tendo problemas de instabilidade com a sua conexão além de uma inexplicável lentidão para carregar vídeos do Youtube, esse texto é para você.

Para resolver todos os problemas de instabilidade de conexão do PowerBox é necessário configurar o MTU do equipamentos da rede para 1490. Então seguem os passos:

Como alterar o MTU no Windows 8

1. Descobrindo o MTU do Windows 8

Numa janela de terminal (cmd.exe) execute o comando abaixo:

netsh interface ipv4 show subinterfaces

Esse comando irá exibir um resultado parecido com esse:

C:\Users\Marcelo>netsh interface ipv4 show subinterfaces

MTU MediaSenseState Bytes Entrada Bytes Saída Interface
—— ————— ——— ——— ————-
1500 1 364207345 38112079 Wi-Fi
4294967295 1 0 9862838 Loopback Pseudo-Interface 1
1500 5 0 132840 Conexão Local* 18

Os valores em negrito são o MTU e o nome da conexão de rede. Se o valor do MTU for 1500 anote o nome da conexão, pois você vai precisar dele para alterar a configuração.

2. Alterando o MTU no Windows 8

Clique com o botão direito sobre o ícone da janela de terminal na barra de tarefas depois clique novamente com o botão direito sobre o ítem “Prompt de Comando” e use a opção “Executar como Administrador”. Isso irá abrir uma nova janela de terminal, na qual você será capaz de rodar os comandos abaixo:

netsh interface ipv4 set subinterface “Wi-Fi” mtu=1490 store=persistent

netsh interface ipv4 set subinterface “Conexão Local* 18” mtu=1490 store=persistent

Note que entre aspas estão os nomes das conexões que estão sendo modificadas e que o valor da MTU agora passa a ser 1490.

E é só isso. Se quiser ter certeza de que as configurações ficaram definitivas pode reiniciar a maquina e conferir usando o primeiro comando.

Como alterar o MTU no PS3

No PlayStation é preciso alterar as configurações de rede e selecionar o modo de configuração “fácil”. Se no resumo da configuração da rede (aquele que testa a velocidade da conexão com a internet) aparecer o MTU = auto já está certo, mas se preferir pode usar o modo de configuração avançado e definir o MTU manualmente para 1490 que também resolve.

Como alterar o MTU no Ubuntu

Para alterar o MTU no Ubuntu é só executar o comando sudo gedit /etc/network/interfaces e acrescentar a linha abaixo logo após a definição da interface de rede que estiver usando para se conectar com a Internet:

mtu 1490

Como alterar o MTU no MacOSX 10+

Os procedimentos sobre como alterar a configuração do MTU nos dispositivos da Apple estão descritos no endereço http://support.apple.com/kb/HT2532.

Observações finais

Geralmente além de resolver o problema da conexão instável também melhora muito a velocidade de carregamento dos vídeos do Youtube, e isso é válido não só para quem está com problemas com o PowerBox da GVT mas também para quem acha que o provedor está fazendo traffic shaping do Youtube por ele estar muito lento em relação ao carregamento de outros conteúdos.

Se isso ajudar deixe um comentário.

Obs. para a GVT: Se vocês quiserem podem resolver o problema atualizando o firmware do PowerBox e setando o MTU para um valor maior, de forma a evitar a fragmentação de pacotes dos clientes.

Obs. para a GVT 2: Se vocês resolverem o problema usando a minha dica e quiserem me dar algum mimo, digamos que eu ficaria muito feliz em ter o pacote completo de TV/Internet/Telefone de vocês sem custos. 😉


Ubuntu 12.04: Como ativar o botão direito em notebooks com botões integrados ao touchpad (clickpad)

Rápido e rasteiro, basta colar o código abaixo no final do arquivo /etc/X11/xorg.conf usando o terminal e o comando ‘sudo gedit /etc/X11/xorg.conf’

Section "InputClass"
Identifier "Clickpad buttons"
MatchDriver "synaptics"
Option "SoftButtonAreas" "50% 0 82% 0 0 0 0 0"
EndSection

Depois de salvar o arquivo é só encerrar a sessão e fazer login novamente que o botão direito estará funcionando.


Como criar sua própria distribuição Linux em Live-CD/DVD

Depois da volta das discussões em torno de distribuições nacionais, por conta das recentes citações do Big Linux no BR-Linux.org e do fim do Kurumin NG. Achei que seria interessante abordar esse assunto, já que existem várias iniciativas nacionais, em grande parte baseadas na personalização de distribuições já existentes.

Antes de começar é bom avisar que NÃO estou incentivando ninguém a seguir o caminho já traçado por dezenas de distribuições amadoras que vem e vão no cenário nacional que é o de montar um live-cd baseado na distribuição X, Y ou Z trocando o papel de parede e criando alguns scripts manjados, contratar uma hospedagem barata, registrar um domínio ^*-br.org$ e publicar o anúncio e as notícias do recém criado “site da comunidade” no BR-Linux.org.

A criação de uma nova distribuição é valida em situações onde há necessidade de personalização de uma determinada distribuição de Linux para uma grande quantidade de equipamentos, como em empresas que fabricam ou revendem equipamentos, em universidades, escolas, prefeituras, etc.

Então vamos ao que interessa:

O que é uma distribuição?

Uma distribuição de Linux é um apanhado de softwares, organizados de forma a cumprir um determinado objetivo ou atender um público específico que, somados ao kernel (Linux) dão origem a um ambiente passível de ser utilizado por outras pessoas para os mais variados fins. Dentre as distribuições mais conhecidas estão o Debian, Fedora, Ubuntu, SUSE, etc.

Uma distribuição geralmente é composta por um CD/DVD que contem o sistema básico e um conjunto de softwares mais comuns que pode ser extendida posteriormente à sua instalação através do uso de gerenciadores de pacotes que fazem o download e a instalação de softwares da distribuição que ficam em servidores (repositórios) para que o usuário final possa personalizar o seu sistema com os softwares que preferir.

Como criar a minha distribuição personalizada?

O primeiro passo para criar uma distribuição personalizada é escolher uma distribuição que possa servir de base e que conte com ferramentas e uma iniciativa que permita realizar a sua devida personalização, dentre as que contam com esse tipo de recurso é possível citar as seguintes:

Debian

O Debian é sem dúvida a base mais comum para criação de novas distribuições. O projeto conta com uma iniciativa vontada para esse fim que é o Debian Pure Blends, também conhecido como Debian Custom Distributions, que teve o seu nome alterado recentemente na tentativa de esclarecer que as distribuições resultantes continuam sendo sub-conjuntos do Debian e não outra coisa qualquer que seja.

A forma mais fácil de personalizar seu próprio Debian é usando o Simple-CDD que conta com inclusive com um Howto na documentação oficial do Debian. Trata-se de um processo razoavelmente simples e bem documentado, bem parecido com os demais que se seguem.

Os procedimentos descritos acima são para construir um CD de instalação normal do Debian, sem a possibilidade de utilizar o resultado como Live-CD, entretanto, há outra iniciativa do projeto Debian voltada especificamente para a criação de Live-CDs baseados no Debian, denominada Debian Live Project, a qual conta com documentação bastante detalhada e helpers de fácil utilização.

Fedora

No Fedora é dada a denominação de Spin para versões personalizadas do Fedora padrão criadas com o intuito de atender necessidades específicas. Existem dois meios de se criar um Live-CD, sendo a primeira delas através de um software chamado revisor, e a mais bem documentada, e segura, que é usando o livecd-creator.

O processo é bem documentado e simples de entender e seguir.

Dentre as distribuições aqui citadas o Fedora aparentemente é o que mais incentiva essa prática, sendo que a relação oficial de Spins conta inclusive com um feito por brasileiros, que é o BrOffice Spin.

Ubuntu

O Ubuntu também possui documentação sobre como personalizar o seu LiveCD, entretanto, não há uma política específica para divulgação dos projetos derivativos como há nas distribuições anteriormente citadas.

Também não há grandes dificuldades em se realizar o processo, basta seguir a documentação e caso não tenha sucesso, procurar ajuda na comunidade.

Outra forma de se criar uma versão “customizada” do Ubuntu é através do uso do UCK – Ubuntu Customization Kit, software semelhante ao Revisor do Fedora, que permite a criação de um LiveCD personalizado com alguns cliques do mouse.

SUSE

O SUSE conta com um sistema muito interessante de personalização da distribuição para criação de appliances e versões personalizadas do seu Live-CD chamada SUSE Studio. O serviço, que está em estágio Alpha, por enquanto está disponível apenas para convidados, mas promete oferecer formas de criar sua própria versão personalizada do SUSE Linux usando apenas o seu navegador, através do próprio site.

E depois?

O resultado de todos os procedimentos disponíveis nas distribuições citadas é a criação de uma imagem ISO contendo o Live-CD da distribuição, devidamente personalizada, que você acabou de criar. Os repositórios de softwares continuarão sendo os mesmos da distribuição original, a menos que sejam alteradas as configurações do gerenciador de pacotes para que ele use um repositório alternativo.

Creio que existam vários outros meios e também outras distribuições que contem com esse tipo de recurso, mas procurei versar apenas sobre as mais conhecidas. Como pode ser visto nas documentações de cada processo, não se trata de algo extremamente difícil e pode ser usado para diversos fins, sendo inclusive encorajado oficialmente por várias distribuições.

Espero ter sido útil e, só lembrando mais uma vez, não saiam por aí criando novas distribuições sem antes ter um objetivo bem definido. Leiam a documentação do Debian Pure Blends, que apresenta além da visão técnica, uma abordagem filosófica e prática, e sejam pragmáticos. Não re-inventem a roda!

Fiquem a vontade para comentar, reclamar ou sugerir algo. Até a próxima.

Atualizações: 1. Incluídas informações sobre o Debian Live Project; 2. Incluída a citação do Ubuntu Customization Kit.


A saga do microfone e da captura de áudio

Microfone

Microfone

Depois de completar uma semana de tentativas mal sucedidas de colocar para funcionar a captura de áudio em 2 computadores diferentes para gravar um screencast só me resta o desabafo. É uma pena fazer o upgrade para distribuições mais novas e perceber que problemas tão banais quanto o correto funcionamento dos dispositivos de captura de áudio de uma placa de som, ainda causam transtornos a uma parcela significante dos usuários do sistema que precisam fazer uso desse recurso.

No decorrer da semana me deparei com o funcionamento incorreto do microfone, apenas para fins de captura, já que o retorno funciona normalmente quando habilitado, em 2 distribuições diferentes (Fedora 10 e Ubuntu 8.10).

Já relatei o problema nos bug trackers das duas distribuições e no do projeto pulseaudio. Vamos ver se isso vai ser resolvido logo.


Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!

…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!


Ubuntu 8.04: Primeiras Impressões

Acabo de instalar a versão lançada hoje do Ubuntu, o Hardy Heron a.k.a. versão 8.04. Apesar de já estar utilizando o mesmo no Notebook há alguns dias, evitei tecer comentários até que pudesse fazer uma instalação limpa, não apenas atualizando para a nova versão, para poder avaliar melhor as novidades.

A instalação foi feita sem problemas, através de uma nova opção disponível no CD de instalação que permite ir “direto ao que insteressa” sem a necessidade de carregar todo o Gnome para só depois então poder executar o instalador. Nesse momento notei que o tempo de carregamento do sistema e o tempo de instalação foram sensívelmente reduzidos.

A interface do instalador está melhor polida do que a das versões anteriores, e achei o papel de parede, que já aparece durante a instalação, de muito bom gosto.

Inicialmente o Ubuntu reconheceu a resolução do meu monitor como sendo de 1280×900 (wide), o que estava errado, mas como de costume o gerenciador de drivers restritos me avisou que havia um driver disponível e fiz a instalação do mesmo imediatamente. Ao reiniciar o computador a resolução foi ajustada para 1024×768, sendo que geralmente uso 1280×1024, o que resolvi alterando o /etc/X11/xorg.conf da seguinte maneira:

$ sudo gedit /etc/X11/xorg.conf

Trecho da configuração original:

Section “Screen”
Identifier “Default Screen”
Monitor “Configured Monitor”
Device “Configured Video Device”
Defaultdepth 24
EndSection

Trecho já modificado:

Section “Screen”
Identifier “Default Screen”
Monitor “Configured Monitor”
Device “Configured Video Device”
Defaultdepth 24
SubSection “Display”
Depth 24
Modes “1280×1024”
EndSubSection
EndSection

Feito isso foi necessário reiniciar o X com CTRL+ALT+BACKSPACE e tudo ficou correto.

Os próximos passos foram instalar os pacotes seguindo uma sequência já conhecida de muitos, além do pacote de softwares restritos que instala, dentre outras coisas, o plugin do flash, fontes truetype adicionais e o java:

$ sudo apt-get install ubuntu-restricted-extras

Sem dúvida esta foi a instalação mais tranquila e rápida que já fiz. Tudo está funcionando a contento e a performance do Ubuntu Hardy Heron 8.04 me agradou bastante. Gostei muito do Firefox 3.0b5, apesar de ainda não haver uma extensão compatível para ele onde eu possa usar o del.icio.us, mas por enquanto resolvi quebrar o galho com os links da barra de favoritos que peguei direto no site do del.icio.us.

A propósito, quando fizerem o download usando Torrent procurem deixar o computador ligado semeando para que outras pessoas o façam com maior tranquilidade.

Ficou muito bom. Recomendo a atualização!


Terra TV só com Windows ou MacOSX

Achei isso altamente preconceituoso e infundado.


A imagem acima está ligada ao aviso original, portanto, quem quiser expor a insatisfação com tal imposição do Terra, por favor use o formulário de contato, como eu fiz, e expresse sua opinião.


E agora? Rodando o que?

Depois de toda controvérsia criada pela afirmação de que o Ubuntu 7.10 não vinha funcionando corretamente no meu laptop, da defesa da dissertação, das férias, eis que venho relatar a situação atual do Ubuntu 7.10 por aqui.

Ainda demorou algum tempo depois da minha experiência com o Debian Testing rodando como S.O. principal, mas a medida que as atualizações foram surgindo tudo voltou a normalidade. Resumindo: O Ubuntu 7.10 está rodando perfeitamente.

Algumas Conclusões Importantes

  1. O tamanho ideal de fontes para o display do meu laptop é 8,6. Que na prática é o tamanho 8, mas com um alinhamento mais centralizado das fontes;
  2. O novo Catalyst (versão 8.1) contribuiu muito para a estabilidade e desempenho do equipamento. Recomendo a atualização deste.

Ganhei um eeePC da 4Linux!!!

Acabei de confirmar por telefone. O prêmio da Promoção Asus eeePC da 4Linux, que presenteou os ganhadores com um Asus eeePC, será entregue após o dia 17 de fevereiro. Só resta agora aguardar (ansiosamente) e agradecer aos amigos que votaram na minha frase, além da seriedade com que a 4Linux apurou os resultados, eliminando fraudadores que apresentavam quantidades absurdas de votos.

Parabéns também aos outros dois ganhadores, em especial pelo expressivo resultado alcançado pelo André Noel com a sua campanha de arrecadação de votos.


Debian no Desktop/Laptop: É possível? – Parte IV

A minha primeira conclusão sobre o Debian é que se trata de uma distribuição totalmente viável para utilização em desktops. O grande destaque vai para a performance, que é sensivelmente melhor do que em distribuições mais utilizadas para esse fim. Entretanto é preciso considerar que boa parte dos procedimentos necessários para torná-lo apropriado ao uso, deixando-o completamente configurado e preparado para utilização, são de deixar os candidatos a usuários um pouco desconfiados, afinal de contas, existe uma quantidade considerável de configurações e personalizações que são encontradas “out-of-box” em outras distribuições.

Outro fator negativo para quem pretende usar o Debian no desktop é a instalação demorada, que pode chegar a horas, caso se tenha adotado o método que descrevi no início do artigo, e o acesso a Internet no local da instalação seja limitado. Em contra-partida a isso, o grande número de CD’s da distribuição oficial, apesar de apenas alguns serem necessários, aliada a falta de informações, acabam gerando grande confusão, o que também ocorre com a forma com que os repositórios são organizados (stable, unstable ou testing?).

Penso que as melhores alternativas para uso do Debian no desktop sejam as CDD’s (Custom Debian Distributions), dentre elas a mais famosa, no caso o Ubuntu, e a louvável iniciativa nacional do Debian-BR-CDD.

Hoje estão disponíveis, no site oficial do Debian, ferramentas para criação de CDD’s, que poderiam ser utilizadas (e já vêm sendo em alguns locais) por Universidades, Governos, Empresas e Fabricantes/Distribuidores de Hardware para criação de distribuições que pudessem oferecer diferenciais aos usuários finais sem abdicar de uma base de softwares comum e intercambiável.

Não pretendo continuar com o Debian instalado em meu laptop por muito tempo, creio que boa parte dos problemas que encontrei no Ubuntu Gutsy possam ser resolvidos em pouco tempo (se é que já não o foram), mas creio que existe algo verdadeiramente diferente no Debian. Talvez a sensação de se estar usando um projeto desenvolvido de forma verdadeiramente coletiva, com qualidade inquestionável, além de servir de grande provedor para ótimas distribuições que consolidam-se a cada dia como alternativas viáveis, não só em desktops/laptops, mas em todas os dispositivos que demandem a presença de um sistema operacional.

Não sei se fui muito superficial neste meu artigo, mas creio que todos os colaboradores do Debian merecem a simpatia daqueles que usam o GNU/Linux em suas atividades profissionais ou mesmo em seus equipamentos pessoais. Obrigado a vocês!

Espero manter o Debian instalado em uma maquina virtual para poder acompanhar por mais tempo o seu desenvolvimento e, quiçá, contribuir com alguma coisa. Até logo!