Nem tudo são flores: Problemas com o Ubuntu 7.10 – Gutsy Gibbon

Quando é lançada uma nova distribuição é bem comum ver diversas publicações elogiando novos recursos, performance, suporte a novos hardwares, entre outras coisas, mas algumas vezes é preciso falar também dos eventuais problemas, e nessa versão do Ubuntu não foram poucos os que já enfrentei, sendo eles:

  • Resolução de tela em 320×240 fora do X;
  • Travamentos misteriosos onde é preciso desligar e ligar o equipamento;
  • Travamentos constantes no OpenOffice.org 2.0.3;
  • Permissões de execução do VirtualBox;
  • Funcionamento e permissões de acesso a dispositivos USB no VirtualBox;
  • A péssima idéia de fornecer extensões para o Firefox como a Web Developer em formato DEB (se é pra fazer que seja com a versão nova e não uma de 1 ano atrás);
  • Instabilidade do Compiz;
  • Pacote bugado do Azureus (desde a versão 7.04);
  • Piora sensível no layout dos arquivos de ajuda;
  • Google Earth fecha sozinho quando tento usar o novo recurso que permite ver o céu (ainda não sei se é algum problema específico do Ubuntu ou do Google Earth);
  • Plugins e visualização gráfica do Rhythmbox não funcionam direito;
  • Teclado para de funcionar as vezes no Firefox e é preciso abrir uma nova janela para digitar uma URL;
  • Picos de processamento estranhos e inexplicáveis;
  • Consumo exagerado de memória RAM pelo Firefox com muitas janelas abertas;
  • A saga do problema do plugin do Flash com transparências;
  • O vim que não coloriza os meus códigos fonte (para isso é preciso instalar o vim-complete);
  • O modo ROAM das placas de rede que as vezes se perdem;
  • Os recursos de economia de energia e hibernação do laptop que não funcionam;
  • O reconhecimento falho de dispositivos USB (as vezes é preciso tirar e colocar o pen-drive ou mesmo reiniciar o equipamento para poder usá-lo);
  • Minha dissertação de mestrado trava o OpenOffice.org;
  • O fato de ter conseguido fazer uma impressora HP ligada em rede funcionar apenas com o driver LaserJet genérico;
  • O Automatix (eu sei! não é culpa do Ubuntu! mas e daí?) está uma porcaria;
  • O Reprodutor de Filmes (Totem) que trava ou simplesmente não aceita que eu avance filmes usando o slider logo abaixo do vídeo; e
  • Um processo que as vezes aparece no Monitor do Sistema que não tem nome!!! Muito estranho!!!

Eu nem sequer consegui lembrar de todos os problemas pelos quais passei nas últimas semanas usando o Ubuntu 7.10, mas posso afirmar com certeza que, como usuário do Ubuntu desde a versão 4.10, nunca vi uma versão tão problemática quanto essa.

Me lembrei do Fedora Core 3 ou 4, não me lembro exatamente qual dos 2, que era uma verdadeira bomba. Se alguém tiver alguma explicação para isso tudo me comunique.


Os órgãos públicos e as distribuições de linux desconhecidas

Vou ser bem direto. Por que insistem em usar distribuições desconhecidas nos computadores que são distribuídos com Linux nos órgãos públicos?

Não sei afirmar se isso é oportunismo ou falta de visão, mas o que é certo é que estão prejudicando a utilização de softwares livres nos órgãos públicos com a imposição de utilização de distribuições como o Muriqui Linux e outras tantas que aparecem e desaparecem conforme se realizam parcerias para fornecimento de sistemas operacionais. Nos computadores comercializados a custos baixos em grandes redes varejistas a situação também não é muito diferente, já que dificilmente uma pessoa que adquiri um equipamento com Sistema Fenix, e mantem o sistema operacional original instalado.

Por que simplesmente não instalam uma distribuição conhecida? É preciso ter uma empresa “vendendo licenças” para usar Linux nos computadores do estado?

Mas o mais interessante é ouvir relatos dos usuários desses equipamentos de que ao acionar o suporte, o técnico não foi capaz de resolver o seu problema e por isso formatou o disco rígido do equipamento, instalando em seguida o Kurumin, ou nos casos de equipamentos domésticos, ver que ao ligar o equipamento a pessoa que é chamada para fazer a instação (geralmente um vizinho, parente ou amigo) já leva um CD do Windows no bolso pra sequer ter que bootar o sistema operacional que veio com o equipamento.

O pior de tudo é ser procurado por pessoas que trabalham em órgãos públicos e não saber responder dúvidas básicas por simplesmente não ter contato com a tal distribuição que veio instalada no computador que o estado enviou, ou ainda, ver pessoas provenientes desse meio espantadas com o fato de você realmente usar Linux em seu dia-a-dia.

P.S.: Eu ia usar um gráfico do Google Trends nesse texto para demonstrar o quanto essas distribuições são inexpressivas frente às mais utilizadas mas infelizmente, segundo o Google Trends, não há volume de buscas suficiente sobre elas para gerar os gráficos.


Rumo ao FISL 8.0

Reta final para o FISL 8.0. Segue abaixo a minha agenda pessoal para participação no evento.


Rodando o BrOffice.org 2.0.3 no Ubuntu 6.06 (Dapper)

Depois de perder um tempo tentando fazer funcionar corretamente o BrOffice.org 2.0.3 no meu laptop descobri que existe uma dependência não documentada para o pacote “libglitz1” que faz com que a aparência do software fique horrível ao rodar no Gnome, então segue abaixo o procedimento para instalação:

Faça o download do BrOffice.org em formato DEB e descompacte o arquivo em uma pasta temporária, depois vá até dentro da pasta DEBS que está na pasta que será criada ao descompactar o arquivo e execute os seguintes comandos:

sudo apt-get remove openoffice.org-core
sudo apt-get install libglitz1
sudo dpkg -i *.deb

Feche a sessão ou mate o processo do gnome-panel com o comando abaixo para que os ícones apareçam corretamente na aba “Escritório”:

killall -9 gnome-panel

Pronto! Já pode usar o BrOffice.org 2.0.3 sem perder tempo. 😉


Serviços de rede plug&play com Avahi

Já imaginou se o seu programa de mensagens instantâneas fosse capaz de informar você sobre os usuários da sua rede que possuem contas em serviços de mensagens instantâneas e oferecesse uma lista com o nome de todos para que você possa escolher quem deseja adicionar? E já imaginou se ao disponibilizar um stream de vídeo na sua rede as pessoas fossem avisadas sobre a sua realização automáticamente, bastando clicar no aviso para começar a assistir? E se o software que você usa para ouvir músicas informasse você sobre todas as pessoas que possuem músicas compartilhadas na rede e montasse as listas de reprodução automáticamente?

Pois é isso que a biblioteca Avahi torna possível e com a sua adoção dezenas de softwares livres como o GAIM, Rythmbox, VLC media player, entre outros estão passando a oferecer uma experiência de interação em grupo para redes locais muito mais rica do que a que temos hoje.

Um software que faz uso da mesma tecnologia já está disponível para o MacOSX há algum tempo, trata-se do Bonjour, mas o que os dois sistemas operacionais compartilham é na verdade é uma tecnologia denominada Zeroconf.

Vale a pena ficar antenado nesse tipo de tecnologia, certamente os dispositivos conectados (móveis ou não) estão ficando cada vez mais inteligentes e já não estamos tão distantes de uma realidade onde nossa TV irá conversar com a geladeira e nos avisar quando a temperatura da cerveja estiver no ponto e coisas assim.

Mais uma vez a tecnologia evolui para tornar a vida mais simples 😀