Definindo Experiência de Usuário – Parte II

Então, agora que nós determinamos que uma abordagem equilibrada é necessária para fornecer uma experiência de usuário de qualidade para nossos usuários. Vamos olhar para o primeiro aspecto fundamental de uma boa experiência de usuário.

1. Apenas uma nota, note que o meu foco primário está no webdesign, e interfaces de usuário, mas esse processo pode ser aplicado para produtos baseados em web, ou a maioria dos produtos da mesma maneira.

2. Para reduzir a redundância então quando eu uso o termo cliente ele também pode se referir a aqueles para quem você trabalha em um ambiente in-house (Chefes, Departamento de Marketing, Diretores de Arte, etc.)

Usabilidade – Usabilidade é um termo usado para denotar a facilidade com a qual as pessoas podem utilizar uma ferramenta em particular, ou outro objeto feito pelo homem, de maneira a atingir um certo objetivo. A usabilidade também pode se referir aos métodos de medição de usabilidade e ao estudo dos princípios por trás da eficiência percebida de um objeto ou sua elegância. Ou simplificando – Um site/produto é disponível ou conveniente para uso, e capaz de ser usado para atingir o objetivo desejado.

Então o que faz um website, produto, ou interface de usuário Usável / Disponível ou Conveniente para Uso / Capaz de Ser Usada? O site está disponível? Ele funciona? As pessoas podem usá-lo como foi originalmente planejado? Aaron Gustafson faz uma boa observação que nós precisamos considerar para entender como as pessoas irão acessar o site/interface que estamos construindo quando ele diz:

Na web nós não sabemos nada sobre a pessoa que está visitando nosso website. Nós não sabemos qual navegador ela está usando. Nós não sabemos se ela está acessando o nosso site pelo seu celular. Nós não sabemos se ela prefere usar o seu teclado ao invés do seu mouse. Nós não sabemos se o JavaScript (e mesmo o CSS) está habilitado no aparelho que ela está usando. Nós não sabemos se ela quer imprimir a página. Nós não sabemos se ela está usando um leitor de tela. Nós realmente não sabemos nada.

Se Aaron está certo (e eu penso que ele está) então é realmente bom para nós anteciparmos o que nossos usuários precisam, o que não é sempre fácil, mas podem ser conseguido abrindo as linhas de comunicação, encontrar qual é o resultado desejado para um projeto e configurar um processo para definir como a experiência de usuário deve ser. Algumas coisas boas para se lembrar no processo, uma cortesia de Indi Young:

Ao criar algo, desligue seu solucionador de problemas interno e apenas ouça as pessoas – Thinking from the potential customer’s perspective is a Zen-like exercise. ~ Indi Young

Aqui está o que eu sugiro (esses são apenas alguns dos pontos básicos dependendo das necessidades do site eles podem ser mais):

1. Certifique-se de que o usuário pode navegar através do site para os resultados finais desejados eficientemente. A navegação é clara e fácil de seguir? Os links/botões são fáceis de clicar? (você deveria estar surpreso) O texto dos links definem apropriadamente a página para onde eles estão apontando?

2. Certifique-se de que foi dado o devido valor ao conteúdo. Ele é conciso? Ele conta a história? Ele está perdido no estilo/visual do site? Nós precisamos nos lembrar que o conteúdo é o motivo pelo qual alguém veio até o site em primeiro lugar.

3. Irá a usabilidade casar bem com o estilo? Você pode fazer do site uma grande experiência visual sem sacrificar o resultado final desejado? Ele irá funcionar bem em todos os navegadores? Ele é acessível? Se você puder casar esses dois elementos então você já tem quase garantido um grande resultado final. (Nós iremos falar mais sobre isso na parte 3 da série “Apelo Visual”)

Começar com esses três elementos como base irá oferecer uma boa fundação para construção de uma grande experiência de usuário que será muito usável e conveniente. Eu penso que a Usabilidade poderia ter sua própria série, e que eu estou realmente apenas tocando a ponta do iceberg. Entretanto isso irá nos inspirar a olhar mais aprofundadamente a definição de uma boa experiência de usuário começando com a Usabilidade, e a medida que olharmos para cada aspecto, nós poderemos construir uma boa fundação para criar experiências de usuário de alta qualidade e bem equilibradas.

Por favor, sinta-se a vontade para postar seus pensamentos, comentários e complementações e para mencionar algo que eu possa ter deixado de fora.

Fonte: http://www.thisisaaronslife.com/defining-user-experience-pt2/


Embaixador do Fedora

Estou de volta à comunidade Fedora, ainda em avaliação, mas com o pé direito no mundo RPM novamente. As novas features do Fedora 10 (Cambridge) me agradaram bastante e a oportunidade de se envolver novamente com um projeto comunitário amplo, em um momento em que terei mais disponibilidade para isso, me fizeram tomar a decisão.

Em breve farei mais alguns comentários sobre a nova versão da distribuição. As contribuições junto a outras distribuições continuarão, portanto, creio que esse seja mesmo um plus no meu desenvolvimento pessoal e na minha história com o FOSS e o GNU/Linux.

É isso aí pessoal. 😀


Got Firefox? Download Day is Today!

Download Day

Os lembretes já estão espalhados em todos os lugares, mas ajuda nunca é demais. HOJE É O DIA DE FAZER O DOWNLOAD DO FIREFOX 3. Para participar do Firefox Download Day 2008, que começa às 14:00 de hoje, dia 17/06/2008, basta acessar esse endereço.


Blog em novo endereço

Com a atualização do WordPress Mu para a versão 1.5.1, que por sua vez é baseada na versão 2.5.1 do WordPress, resolvi migrar meu blog, que até hoje encontrava-se hospedado no Blogger para o espaço criado por nós aqui na Universidade para hospedagem de Blogs.

Sempre achei o WordPress Mu excessivamente complexo em alguns momentos, mas nessa nova versão as melhorias valeram a pena.

Por enquanto estou usando o tema padrão, mas em breve isso mudará.

Atualizem seus favoritos, pois o Feed RSS continua o mesmo, o novo endereço do meu blog é http://minholi.blogs.unipar.br


Relato do FISL 8.0

Estou de volta do FISL 8.0 depois de enfrentar as 49 horas de ônibus mais recompensadoras que poderia ter enfrentado em minha vida para ir e voltar de Porto Alegre com a caravana da CELEPAR e gostaria de relatar para vocês a experiência de ter participado do evento.

1. Se você é nerd deveria ter ido

Se existe um lugar no planeta terra onde uma pessoa que se considera nerd se sente bem é no FISL. Começando pelo XO (laptop de $100), passando por dezenas de palestras interessantes, conversas nos estandes e corredores que só são inteligíveis naquele ambiente (90% envolvendo termos técnicos e piadas que envolvem trocadilhos computacionais) e indo até instrumentos de percussão feitos com motores de HD e frascos de iogurte. É assim que é o FISL, ou seja, a meca nerd.

2. Se você quer aprender deveria ter ido

Cada conversa, cada palestra, cada visão de uma coisa nova em um estande ou nos materiais distribuídos por eles… Tudo isso leva a um turbilhão de discussões, bastando para isso se comunicar com outras pessoas e ser curioso.

3. Se você quer fazer contatos deveria ter ido

Um pouco de conversa e as frases “estou precisando de alguém que saiba isso” acabam aparecendo. Ou ainda, frases como “eu conheço alguém na empresa X que precisa de alguém pra trabalhar com isso” e “quanto você quer pra trabalhar mim”.

4. Se você acha que sabe tudo deveria ter ido

Na arena de programação eu vi gente super-ultra-mega-conceituada ser derrotada por estudantes recém-formados. A evolução não para, é preciso se reciclar.

Por esses e outros motivos que eu digo: “Estarei novamente no FISL ano que vem!” 😀


Chegaram meus kits do Ubuntu 5.10

Depois de alguns dias de espera os meus kits do Ubuntu 5.10 chegaram. A arte das capas mudou um pouco em relação ao 5.04 e como já tinha feito o download da imagem ISO dessa versão vou fazer como da outra vez, distribuir os CD’s e manter um ou dois kits para uso pessoal.
Para quem ainda não sabe da história, é possível pedir os CD’s do Ubuntu através do endereço http://shipit.ubuntu.com que também é acessível através do site oficial, onde é possível saber mais sobre a distribuição, que além de ser muito fácil de usar, conta com uma comunidade bem grande de usuários, além de fazer uso de boa parte dos pacotes do debian, conferindo-lhe cerca de 17500 opções de pacotes de softwares para instalação, dos quais a maioria são de código aberto e/ou gratuítos.

Uma bela opção para quem ainda usa conexão discada ou quer distribuir presentes interessantes para clientes e amigos.


Poucos Dólares para Django

Além de ser o título de um excelente western de 1967, estrelado por Antony Steffen, o título acima, somado às referências ao herói homônimo, descreve perfeitamente a real situação do Framework Django, que é um projeto feito em python com motivações e organização muito parecidas com a do já famoso Ruby on Rails.

Mas poxa vida! Outro framework?!

Sim. Porque não! O Django se apresenta como uma ótima alternativa para construção de aplicações web, e além de oferecer todos os recursos do Ruby on Rails, tem uma abordagem bem mais interessante quanto à geração de interfaces de scaffolding, oferecendo não somente as interfaces para inclusão, exclusão, listagem e alteração, mas também uma inteface de administração completa, estrutura de permissões, suporte a usuários e grupos e muito mais.

Vou testar o Django e tentar contar a minha experiência aqui no Blog, afinal de contas, quando o assunto é esse tipo de ferramenta de facilita a vida do desenvolvedor nunca é demais falar das alternativas disponíveis.


Ubuntu H2 leva o linux a novas fronteiras

Para quem ainda não ouviu falar, o Ubuntu H2 é uma espécie de pendrive que vem com o Ubuntu Linux instalado (até aí nada de interessante) e dispõe de algum espaço livre disponível para que o usuário possa armazenar os seus próprios arquivos, o que faz da solução algo bem interessante para quem está sempre viajando e sabe que usar computadores de cyber-cafés nem sempre é algo indicado quando se tem arquivos pessoais importantes ou quando é necessário acessar contas particulares em serviços on-line.
O pequeno dispositivo USB contém o Ubuntu Breezy (5.10) instalado e é compatível com praticamente qualquer equipamento. Mais informações sobre a nova traquitana podem ser obtidas no Tom’s Hardware Guide, que fez uma avaliação do produto.


Web 2.0 x Brasil 1.0

Devo estar ficando preguiçoso, ou quem sabe estou ficando esperto? Decidi que vou parar de perder tempo fazendo coisas como instalar um software específico para montar um Blog já que existem outras alternativas mais simples e funcionais. Além disso, ao analizar a atual situação eu comecei a perceber que isso pode virar uma rotina, senão vejamos:

  • Por que se preocupar em instalar, configurar, atualizar, fazer backups e ficar lendo boletins de segurança de softwares feitos para fazer tarefas simples já oferecidas por grandes portais de maneira gratuíta e com melhor qualidade?
  • Além de Blogs e contas de e-mail com espaço inesgotável como as oferecidas no Gmail é possível ter acesso a uma grande variedade de funcionalidades através da internet, tais como galerias de imagens, ferramentas de autoria de conteúdo, etc.

Isso na verdade é reflexo da chegada da nova era da Internet, a chamada Web 2.0, que até já foi alardeada anteriormente, mas devido às limitações tecnológicas do meio, não havia decolado. O que se tem agora são tecnologias que permitem desenvolver aplicações com usabilidade e recursos maiores do que as aplicações do desktop. Somando isso à necessidade cada vez maior de mobilidade e a demanda por modelos computacionais que sejam mais racionais quanto ao consumo de recursos como o processamento, energia, ruído, dissipação térmica, etc.; o que se tem é que estamos nos aproximando de uma nova Web que já está dando origem a uma nova categoria de computação, que é aquela que finalmente deverá atingir a grande massa e não apenas um percentual pequeno de pessoas que são além de usuários, entusiastas da tecnologia.

O primeiro passo está dado. A curva de aprendizagem necessária para operação dessas novas aplicações é mínima, a sua eficiência, segurança e disponibilidade é incomparável. O que há de se ter agora são meios para que o acesso a Web seja mais democrático, e já que parece que finalmente as operadoras de telefonia estão largando o osso, pode ser que o nosso País (ele todo, e não somente as camadas privilegiadas da sociedade) consiga se equiparar ao atual nível de desenvolvimento social e intelectual dos países mais desenvolvidos.

Acabamos de tomar o segundo gol, estamos perdendo de 2×0 para os demais países no que diz respeito ao domínio da tecnologia, agora quem sabe consigamos, pelo menos, diminuir a diferença no placar e atingir o 2×1. Só resta saber se vão universalizar o acesso.

O impacto disso pode ser ainda maior se imaginarmos a continuidade da evolução desse cenário que se apresenta aliada ao aparecimento da TV Digital, já com certo atrazo, em nosso País e também do uso de equipamentos de baixo poder de processamento tais como os laptops de 100 dólares dos quais tanto tem se falado. Se os tais computadores populares hoje parecem estar distântes da realidade por possuirem uma capacidade de processamento relativamente pequena, pode ser que acabem se constituindo como verdadeiros thin clients para acesso a essas novas aplicações que estão surgindo.

Bom… Previsões são perigosas, é difícil adivinhar o que está por acontecer, mas é certo que as mudanças já começaram.


Bugs, insegurança?! Quem paga o pato?

Estou aqui escrevendo do meu laptop, que por sinal roda GNU/Linux desde quando foi adquirido, e mesmo assim me vejo obrigado a ter que passar pelas mesmas agruras de quem tem seu computador (leia-se sistema operacional) infectado por um vírus desses que são usados para se criar BotNets, enviar SPAM, etc. Segundo o fabricante do principal S.O. da praça a responsabilidade por tal fenômeno é dos usuários, já que bastaria atualizar seus softwares para que isso não ocorresse.

Mas então vejamos. Se eu estou sendo incomodado por tantos computadores infectados, que roubam a minha banda, que enchem a minha caixa postal de porcaria (a qual é filtrada pelo thunderbird mas mesmo assim faz com que tenha que ser verificada em busca de falsos positivos), a quem eu deveria recorrer para obter uma devida retratação?

É, isso mesmo! Eu gostaria de saber da boca dessas pessoas o motivo pelo qual elas não atualizam seus sistemas. Mas espere aí!!! Olhe só o que eu encontrei no Secunia hoje:

Então vamos ser francos. Se existem muitos bugs não corrigidos no sistema operacional mais utilizado (e habitat de 99,9% dos vírus), de quem é a culpa pelos problemas causados aos usuários de outros sistemas operacionais?

Eu só consigo imaginar que, se um fabricante faz um veículo e ele não cumpre as normas internacionais, quanto a emissão de gases nocivos, por exemplo, ele é obrigado a fazer a troca ou o reparo gratuíto do seu produto de forma a se poupar de um processo movido pelos seus consumidores. Mas com software é diferente, o usuário (ou comprador nesse caso), além de não ter o devido suporte para problemas contidos no “produto” adquirido, precisa se valer de produtos de terceiros para garantir o bom funcionamento daquilo que comprou, ou seja, sem um anti-vírus não é possível utilizar o tal S.O. pois não existem correções para muitos problemas.

Não é a minha área, não entendo muito de lei de proteção ao consumidor, mas que é estranho é. Isso deveria ser discutido por “usuários” de tal “produto” para verificar se não seria correto impedir que esse tipo de prática continue a existir. Alias, os não usuários do tal também deveriam questionar essa situação, afinal de contas estamos sendo todos prejudicados de uma forma ou de outra.