Os órgãos públicos e as distribuições de linux desconhecidas

Vou ser bem direto. Por que insistem em usar distribuições desconhecidas nos computadores que são distribuídos com Linux nos órgãos públicos?

Não sei afirmar se isso é oportunismo ou falta de visão, mas o que é certo é que estão prejudicando a utilização de softwares livres nos órgãos públicos com a imposição de utilização de distribuições como o Muriqui Linux e outras tantas que aparecem e desaparecem conforme se realizam parcerias para fornecimento de sistemas operacionais. Nos computadores comercializados a custos baixos em grandes redes varejistas a situação também não é muito diferente, já que dificilmente uma pessoa que adquiri um equipamento com Sistema Fenix, e mantem o sistema operacional original instalado.

Por que simplesmente não instalam uma distribuição conhecida? É preciso ter uma empresa “vendendo licenças” para usar Linux nos computadores do estado?

Mas o mais interessante é ouvir relatos dos usuários desses equipamentos de que ao acionar o suporte, o técnico não foi capaz de resolver o seu problema e por isso formatou o disco rígido do equipamento, instalando em seguida o Kurumin, ou nos casos de equipamentos domésticos, ver que ao ligar o equipamento a pessoa que é chamada para fazer a instação (geralmente um vizinho, parente ou amigo) já leva um CD do Windows no bolso pra sequer ter que bootar o sistema operacional que veio com o equipamento.

O pior de tudo é ser procurado por pessoas que trabalham em órgãos públicos e não saber responder dúvidas básicas por simplesmente não ter contato com a tal distribuição que veio instalada no computador que o estado enviou, ou ainda, ver pessoas provenientes desse meio espantadas com o fato de você realmente usar Linux em seu dia-a-dia.

P.S.: Eu ia usar um gráfico do Google Trends nesse texto para demonstrar o quanto essas distribuições são inexpressivas frente às mais utilizadas mas infelizmente, segundo o Google Trends, não há volume de buscas suficiente sobre elas para gerar os gráficos.


E se toda escola tivesse um Orkut?

Não é preciso estar muito antenado com as novidades para perceber o quanto as redes de relacionamento estão ganhando espaço na vida dos adolescentes, teens e pré-teens. Inicialmente o que se tem de resultado dessa expansão é um impacto direto na forma como esses jovens escrevem, culminando com o surgimento de um dialeto escrito de acordo com a fonética das palavras e não mais seguindo as regras da língua portuguesa.

Mas e se fosse possível usar a idéia das redes de relacionamento a favor do desenvolvimento da boa pedagogia e do sócio-construtivismo? Pois essa questão já tem resposta e ela é sim, ou seja, já é possível fazer isso, construindo um Orkut em cada escola e dando aos alunos acesso a Blogs, disponibilização e compartilhamento de vídeos, montagem de podcasts, entre outras coisas.

O software do qual estou falando é o Elgg, que pode ser baixado, instalado e personalizado de acordo com as necessidades da instituição educacional que pretende utilizá-lo.