Definindo Experiência de Usuário – Parte I

Tive a grata experiência de encontrar esta série escrita por Aaron Irizarry em seu Blog, a qual expôe uma visão analítica sobre a percepção do usuário, e me ocorreu que seria interessante publicá-la em português. Enviado o comentário, pedindo a devida autorização para fazê-lo, depois de algum tempo, não mais que 1 hora creio eu, obtive a liberação e o que segue abaixo é a primeira parte da série. Boa leitura.

Em meu esforço para criar uma série útil definindo o que constitui uma boa experiência de usuário, eu fiz uma enquete para ouvir das pessoas o que elas pensam sobre os ingredientes importantes para compor uma grande experiência de usuário. Aqui estão os resultados;

Resultados da Enquete

Esses resultados são muito parecidos com os que eu esperava. A usabilidade recebeu a maioria dos resultados, e todos os seguintes receberam a segunda maior quantidade de votos, você pode ver no gráfico acima que outras opções receberam consideravelmente menos votos, e alguns de vocês até curtiram um pouco comigo votando em nenhum dos acima.

Nesta série nós iremos observar os diferentes aspectos da experiência do usuário, definir seus diferentes elementos, e discutir sua importância para aqueles que interagem com aquilo que nós estamos criando. Nós iremos começar pela observação dos resultados e olhando o que eles nos dizem. Considerando que muitos dos votantes são colegas designers/desenvolvedores eu esperava que resultado mais alto fosse a usabilidade. Em primeiro lugar isso chama a minha atenção para duas coisas.

A maioria destes que votaram sabem o que é importante para um bom design.

A maioria destes que votaram sabem o que é importante para um bom design.

Não, isso não é um erro, deixe-me explicar… A maioria daqueles que votaram (incluindo eu mesmo) trabalha com algum tipo de ambiente de design/desenvolvimento todos os dias. Para alguns de nós isso tem fornecido muita experiência no desenvolvimento de websites, e outras interfaces de usuário, o que foi exibido no número de votos que a usabilidade recebeu em comparação com todo o resto (aparentemente a maioria de nós presta atenção no “Be-a-bá” do design).

Um bom design começa com a usabilidade. Então é bom ver que nós temos nossos fundamentos de um bom design alicerçando-nos. Eu acredito que a usabilidade é a prioridade quando criando um design/produto baseado no usuário… mas nós temos que ser cuidadosos ao definir usabilidade por aí da nossa maneira já que se ela é nosso Zorro os outros componentes avaliados que fazem uma boa experiência de usuário são deixados de lado (Tonto). Em tempos em que nós podemos nos aprofundar na maneira de saber o que sabemos razoavelmente bem, nós pensamos que nós sabemos o que o usuário precisa para ter uma boa experiência de usuário, e na maioria das vezes nós terminados como o pobre marido que dá uma bola de boliche para sua esposa no Natal, ele pensa que ela irá gostar do tempo juntos… jogando boliche. É claro que ele teve boas intenções, mas ele estava um pouco fora de sintonia com o que a sua esposa poderia realmente querer (uma viagem para um spa, pedicure ou simplesmente algo que demonstrasse que ele tem interesse nas suas necessidades.)

Nós devemos nos certificar do nosso crescente número de usuários, simplesmente porque nós “sabemos o que é importante para um bom design”, ou por “ser aquilo que sempre fizemos” Usabilidade é a chave… boa navegação que é fácil de seguir e leva os usuários aos resultados desejados, certificando-se de que a mensagem do projeto/produto é permeada com propósito e clareza, e outros elementos fundamentais precisam estar no lugar para o sucesso do design inicial, mas eu pessoalmente acho que a não ser que cerquemos esses elementos de um bom apelo visual, forte suporte auxiliar e uma boa quantidade de emoções (dando ao usuário as percepções secundárias) o design não será capaz de atingir seu completo potencial, e irá apenas cumprir com o mínimo proposto.

Assim como qualquer time de futebol tem uma estrela (ex.: um Ronaldinho, ou um Rivaldo) e isso definitivamente ajuda a aumentar as chances de sucesso ao ter aquele jogador chave… mas as vezes há algo que o time não consegue dominar, ou atingir altos níveis de sucesso até que seus jogadores sejam cercados de um conjunto de outros jogadores de qualidade dando-lhes apoio. Isso nos leva a entender porque “Todo o resto” recebeu o segundo montante de votos. (41 segundos para apenas 44 votos em usabilidade). Isso realmente nos remete à ideia de uma aproximação bem balanceada para nosso processo de design, nós realmente precisamos considerar o que a resposta ao usuário desejada que estamos tentando atingir é, e então, embasados na usabilidade e pelo time de apoio do apelo visual, da resposta emocional e do bom suporte auxiliar, nós seremos capazes de criar belos websites e experiências de usuário que levarão o usuário à resposta desejada, ajudando nossos clientes e funcionários a atingir um nível mais alto de sucesso.

Agora que observamos os resultados, e olhamos para a necessidade de uma aproximação equilibrada junto a todos os nossos elementos, nós iremos observar cada elemento individualmente. No próximo artigo nós iremos desenrolar a ideia de usabilidade, que nós concordamos ser vital para o processo, mas o que envolve fazer um site usável? Por onde nós devemos começar?

Eu adoraria ouvir o que você acha que é fundamental para desenvolver um site “amigável ao usuário” (compatibilidade com navegador, padrões, acessibilidade). Faça algum barulho e deixe-me saber o que você pensa. Obrigado novamente por ler e dar sua opinião,

Fonte: http://www.thisisaaronslife.com/defining-user-experience-pt1/


Google lança sua “Wikipédia”

Sob o nome de Knol, o Google acaba de lançar sua versão própria da Wikipédia. Na verdade há uma série de diferenças e ao que parece o controle sobre o acesso pode ser distribuído de diversas maneiras. Como toda novidade ainda não é possível afirmar qual o rumo que o site vai tomar, mas uma coisa é certa, em se tratando de Google é de se esperar que se transforme em uma fonte bem grande de informações em pouco tempo.


Google App Engine: Eles fizeram denovo!

Foi lançado oficialmente ontem o mais novo projeto do Google, denominado Google App Engine, que consiste em permitir que desenvolvedores criem e hospedem aplicações web usando a infra-estrutura do Google. Já é possível aos 10.000 desenvolvedores que se inscreveram nessa primeira etapa, desenvolver aplicações usando Python, sendo que estão fornecendo a grande maioria das bibliotecas padrão, inclusive o Django e através de um framework web chamado webapp.

Recomendo assistir com atenção os vídeos abaixo:

O meu palpite é de que haverá uma integração direta entre o Google App Engine e o Google Sites, fornecendo um ecossistema completo para desenvolvimento de portais, intranets e aplicações web, com a possibilidade até mesmo de utilizar aplicações desenvolvidas por terceiros em seu próprio site.

E você? O que acha?


Google Docs agora funciona offline

Foi liberado hoje pela equipe do Google Docs o novo recurso que permite usá-lo sem que o equipamento esteja conectado à Internet. Assim como já era possível fazer com o Google Reader, o Google Docs, por intermédio da extensão/plugin Google Gears, agora podeser utilizado de forma bastante semelhante às tradicionais aplicações de automação de escritório como o OpenOffice.org e o Microsoft Office.

O que ainda era considerado por muitos como sendo uma barreira na adoção de aplicações web em detrimento do modelo computacional baseado em processamento estritamente local, popularmente chamado de “Wintel” (Windows + PC Intel), parece ter caído por terra juntamente com a necessidade de se ter uma suíte de aplicativos para esse fim instalada no desktop.

Não seria a hora de repensar também as interfaces dos sistemas operacionais? Veremos.


Adobe junta-se à Linux Foundation e desenvolve AIR para Linux

Deu no Slashdot e eu estou repassando:

A Adobe anunciou hoje que está se juntando à Linux Foundation e liberou a versão Alfa para Linux do seu novo ambiente AIR (Adobe Internet Runtime) que permite que aplicações com suporte a Internet rodem no Windows, MacOSX e agora também no Linux. De acordo com a Adobe a versão alfa não tem alguns recursos chave e roda apenas com o Java da Sun, não com o Java GNU. Também foi disponibilizada hoje uma versão Alfa do Flex Builder para Linux.


A Web 2.0 e os Leitores RSS

Você usa um leitor RSS? Se respondeu não então ainda não ingressou na verdadeira revolução social que tomou conta da Web nos últimos tempos. Ao utilizar um leitor RSS é possível agregar conteúdos de dezenas de sites em um único local, classificar tais conteúdos, compartilha-los e assim criar fontes de informação completas sobre qualquer assunto, escolhendo sua própria equipe de jornalistas, repórteres e editores.

Já escrevi anteriormente sobre esse assunto, mas como esses softwares parecem se tornar mais necessários a cada dia eu creio que seja preciso alertar, mais uma vez, para a existência e os benefícios da sua utilização.

Dentre os inúmeros leitores RSS que existem, eu recomendo em particular o Google Reader, o Bloglines e o Netvibes.

Por que não usar mais leitores RSS no desktop?

A Web é a plataforma. Ao usar um leitor RSS via web você amplia as possibilidades de compartilhamento, a informação torna-se disponível em qualquer lugar e, principalmente, você não corre o risco de perder suas fontes de informações.

Se você ainda não usa um Leitor RSS então inscreva-se em um dos 3 serviços acima, adicione seus blogs, sites, portais e colunas favoritas e tenha a informação que você precisa sob controle. E não se esqueça. O meu blog também! 🙂


Relato: Mini-curso – Ruby On Rails – Latinoware 2007

O mini curso que estava previsto para ter início às 15:00 e término às 20:00 do dia 13 teve uma duração bem menor do que a prevista onde foram abordados os principais aspectos do framework para desenvolvimento de aplicações Web Ruby On Rails. Inicialmente o ministrante fez uma demonstração de especificidades da linguagem Ruby, que é muito parecida com Python e demonstrações de como tudo na linguagem é composto por objetos que possuem métodos, inclusive os tipos primitivos de dados, o que é muito bom, pois associado ao fato de se tratar de uma linguagem dinâmica, ela é fortemente tipada e conta com tipagem dinâmica de dados. Essas características fazem do Ruby uma linguagem simples, poderosa e fácil, que pode ser utilizada para construir softwares complexos sem que o programador tenha tanto trabalho quanto teria se estivesse usando linguagens mais rudimentares como o Java, C ou Pascal, além de não exigir recompilações e todas as outras vantagens que são inerentes a linguagens dinâmicas como o Python, Perl e outras.

Ao iniciar a demonstração do framework própriamente dito, no caso o Ruby On Rails, ele demonstrou de maneira rápida as características prinicipais do framework e explicou como a filosofia de “Convention over Configuration” contribui para a criação de aplicações simples e eficazes.

O Ruby on Rails parte da premissa que um desenvolvedor cria seus softwares partindo do topo para a base, sendo que a definição da base de dados gera automáticamente as classes do sistema de forma dinâmica, sem geração de código, aumentando muito a produtividade do desenvolvedor. Infelizmente não foi possível desenvolver a aplicação de exemplo que havia sido proposta inicialmente, o que prejudicou o conteúdo do mini-curso, que acabou se transformando numa palestra um pouco mais aprofundada.

De qualquer forma, existem muitos materiais sobre Ruby on Rails e eu procurei listar alguns aqui para quem tiver interesse.

Site Oficial: http://www.rubyonrails.org/

Ruby On Rails Brasil: http://www.rubyonrails.com.br


Editoração Colaborativa de Livros com o Blurb


Está ficando cada vez mais fácil publicar seu próprio livro. A novidade é que agora todo o processo de editoração pode ser feito on-line e de forma colaborativa, tendo como resultado final o livro impresso com uma grande variedade de formatos e estilos à escolher. O Blurb funciona como uma rede social onde um grupo de pessoas pode interagir de diversas maneiras com a composição final da obra.

Com o Blurb é possível criar álbuns de fotografias, livros comerciais, portfólios, ou qualquer outro tipo de livro e simplesmente receber o resultado final em sua casa. Os preços parecem bastante atraentes e todo o serviço pode ser feito com um software bem simples.

Fonte: Mashable


Fotos e vídeos do acidente da TAM

É impressionante como o conteúdo criado pelos usuários (user generated content) está se tornando cada vez mais importante na cobertura jornalística de fatos marcantes na atualidade. Em poucos minutos é possível encontrar dezenas de fotos e vídeos. Mesmo os telejornais agora exibem vídeos obtidos nessas mesmas fontes, apenas canalizando a visão real de alguém que estava presente no momento em que ocorreu o acidente.

Algumas pessoas podem dizer que isso não é novidade, afinal de contas já ocorreu no 11 de setembro, além do que é comum imagens amadoras serem utilizadas vez por outra não só na televisão mas também em jornais e revistas, o que acabou originando inclusive a figura dos paparazzi.

Mas e agora? Como chamariamos essas pessoas que disponibilizam imagens através da Internet sem qualquer remuneração? Paparazzi digitais?

Hoje é a disponibilização de fotos e vídeos gravados, amanhã quem sabe. Com o aumento da disponibilidade de banda e a onipresença de equipamentos digitais com câmeras é bem possível que as pessoas passem a fazer coberturas ao vivo desse e de outros tipos de evento.


Tabblo: A Aplicação Matadora para Fotologs e Álbuns Digitais

Eis que surge o campeão das aplicações da web 2.0 para álbuns de fotos e demais usos relacionados com imagens digitais. O nome do mais novo web 2.0 killer app é Tabblo. O ambiente foi desenvolvido em Django com ampla utilização de Ajax e uma interface que é simplesmente ótima.

Isso demonstra o quanto é viável utilizar o Django no desenvolvimento de aplicações web, principalmente se na hora de desenvolver as interfaces e templates houver a preocupação com a adoção de tecnologias que favoreçam a usabilidade.

Não vou nem tecer muitos comentários a respeito, vá até o site, cadastre-se e faça alguns testes. Duvido que não irá passar a usar o Tabblo como ambiente para seus álbuns de fotos. 😉