Ubuntu H2 leva o linux a novas fronteiras

Para quem ainda não ouviu falar, o Ubuntu H2 é uma espécie de pendrive que vem com o Ubuntu Linux instalado (até aí nada de interessante) e dispõe de algum espaço livre disponível para que o usuário possa armazenar os seus próprios arquivos, o que faz da solução algo bem interessante para quem está sempre viajando e sabe que usar computadores de cyber-cafés nem sempre é algo indicado quando se tem arquivos pessoais importantes ou quando é necessário acessar contas particulares em serviços on-line.
O pequeno dispositivo USB contém o Ubuntu Breezy (5.10) instalado e é compatível com praticamente qualquer equipamento. Mais informações sobre a nova traquitana podem ser obtidas no Tom’s Hardware Guide, que fez uma avaliação do produto.


Web 2.0 x Brasil 1.0

Devo estar ficando preguiçoso, ou quem sabe estou ficando esperto? Decidi que vou parar de perder tempo fazendo coisas como instalar um software específico para montar um Blog já que existem outras alternativas mais simples e funcionais. Além disso, ao analizar a atual situação eu comecei a perceber que isso pode virar uma rotina, senão vejamos:

  • Por que se preocupar em instalar, configurar, atualizar, fazer backups e ficar lendo boletins de segurança de softwares feitos para fazer tarefas simples já oferecidas por grandes portais de maneira gratuíta e com melhor qualidade?
  • Além de Blogs e contas de e-mail com espaço inesgotável como as oferecidas no Gmail é possível ter acesso a uma grande variedade de funcionalidades através da internet, tais como galerias de imagens, ferramentas de autoria de conteúdo, etc.

Isso na verdade é reflexo da chegada da nova era da Internet, a chamada Web 2.0, que até já foi alardeada anteriormente, mas devido às limitações tecnológicas do meio, não havia decolado. O que se tem agora são tecnologias que permitem desenvolver aplicações com usabilidade e recursos maiores do que as aplicações do desktop. Somando isso à necessidade cada vez maior de mobilidade e a demanda por modelos computacionais que sejam mais racionais quanto ao consumo de recursos como o processamento, energia, ruído, dissipação térmica, etc.; o que se tem é que estamos nos aproximando de uma nova Web que já está dando origem a uma nova categoria de computação, que é aquela que finalmente deverá atingir a grande massa e não apenas um percentual pequeno de pessoas que são além de usuários, entusiastas da tecnologia.

O primeiro passo está dado. A curva de aprendizagem necessária para operação dessas novas aplicações é mínima, a sua eficiência, segurança e disponibilidade é incomparável. O que há de se ter agora são meios para que o acesso a Web seja mais democrático, e já que parece que finalmente as operadoras de telefonia estão largando o osso, pode ser que o nosso País (ele todo, e não somente as camadas privilegiadas da sociedade) consiga se equiparar ao atual nível de desenvolvimento social e intelectual dos países mais desenvolvidos.

Acabamos de tomar o segundo gol, estamos perdendo de 2×0 para os demais países no que diz respeito ao domínio da tecnologia, agora quem sabe consigamos, pelo menos, diminuir a diferença no placar e atingir o 2×1. Só resta saber se vão universalizar o acesso.

O impacto disso pode ser ainda maior se imaginarmos a continuidade da evolução desse cenário que se apresenta aliada ao aparecimento da TV Digital, já com certo atrazo, em nosso País e também do uso de equipamentos de baixo poder de processamento tais como os laptops de 100 dólares dos quais tanto tem se falado. Se os tais computadores populares hoje parecem estar distântes da realidade por possuirem uma capacidade de processamento relativamente pequena, pode ser que acabem se constituindo como verdadeiros thin clients para acesso a essas novas aplicações que estão surgindo.

Bom… Previsões são perigosas, é difícil adivinhar o que está por acontecer, mas é certo que as mudanças já começaram.


Bugs, insegurança?! Quem paga o pato?

Estou aqui escrevendo do meu laptop, que por sinal roda GNU/Linux desde quando foi adquirido, e mesmo assim me vejo obrigado a ter que passar pelas mesmas agruras de quem tem seu computador (leia-se sistema operacional) infectado por um vírus desses que são usados para se criar BotNets, enviar SPAM, etc. Segundo o fabricante do principal S.O. da praça a responsabilidade por tal fenômeno é dos usuários, já que bastaria atualizar seus softwares para que isso não ocorresse.

Mas então vejamos. Se eu estou sendo incomodado por tantos computadores infectados, que roubam a minha banda, que enchem a minha caixa postal de porcaria (a qual é filtrada pelo thunderbird mas mesmo assim faz com que tenha que ser verificada em busca de falsos positivos), a quem eu deveria recorrer para obter uma devida retratação?

É, isso mesmo! Eu gostaria de saber da boca dessas pessoas o motivo pelo qual elas não atualizam seus sistemas. Mas espere aí!!! Olhe só o que eu encontrei no Secunia hoje:

Então vamos ser francos. Se existem muitos bugs não corrigidos no sistema operacional mais utilizado (e habitat de 99,9% dos vírus), de quem é a culpa pelos problemas causados aos usuários de outros sistemas operacionais?

Eu só consigo imaginar que, se um fabricante faz um veículo e ele não cumpre as normas internacionais, quanto a emissão de gases nocivos, por exemplo, ele é obrigado a fazer a troca ou o reparo gratuíto do seu produto de forma a se poupar de um processo movido pelos seus consumidores. Mas com software é diferente, o usuário (ou comprador nesse caso), além de não ter o devido suporte para problemas contidos no “produto” adquirido, precisa se valer de produtos de terceiros para garantir o bom funcionamento daquilo que comprou, ou seja, sem um anti-vírus não é possível utilizar o tal S.O. pois não existem correções para muitos problemas.

Não é a minha área, não entendo muito de lei de proteção ao consumidor, mas que é estranho é. Isso deveria ser discutido por “usuários” de tal “produto” para verificar se não seria correto impedir que esse tipo de prática continue a existir. Alias, os não usuários do tal também deveriam questionar essa situação, afinal de contas estamos sendo todos prejudicados de uma forma ou de outra.


U-Br: Isso sim é comunidade de verdade

Em Outubro de 2003 quando a proposta do Dâniel tomou forma, vide a história completa, eu achei que seria interessante disponibilizar um servidor na UNIPAR para dar ao projeto um canal de acesso tão bom (ou parecido) quanto o que era disponibilizado pelo UOL antes de tomarem a decisão de extinguir o serviço naquela ocasião. Porém, o que eu jamais poderia imaginar é que dessa idéia surgiriam outras, que novos integrantes quebrariam paradigmas dia-a-dia, até chegar ao que se tornou hoje o que acredito ser um dos projetos mais maduros do gênero.

Enquanto as redes sociais como o Orkut se tornaram um verdadeiro pesadelo, sofrendo com a presença de pessoas que nada tem a acrescentar culturalmente aos demais participantes, a U-Br cresceu qualitativamente e, apesar dos poucos criadores de caso que continuam perturbando (parece que são sempre os mesmos, e isso ocorre desde a época do UOL), surgem iniciativas como essa que gostaria de descrever que me deixam orgulhoso de ter ajudado para que esse tipo de coisa hoje esteja acontecendo.

A USENET, além de ter sido a primeira iniciativa do gênero, foi solo fértil para discussões que levaram às grandes realizações que fizeram da Internet o que ela é hoje. Entretanto, assim como a U-Br até então, ela sofreu do mal do desinteresse e da repetitividade de questões levantadas dia após dia por seus participantes, porém, ao contrário da U-Br, sofreu também da falta de criatividade de adminitradores que não conseguiram encontrar um caminho para se livrar de pragas virtuais como o SPAM, Trolls e uso indevido e seguiram o caminho do fechamento do acesso para postagem apenas para pessoas associadas à provedores por meio de pagamento ou em ambientes mais controlados, como as Universidades.

O que se vê hoje na U-Br é um leque de soluções, todas voltadas ao seu melhoramento, que vai desde filtros para o bloqueio de spam, soluções de alta disponibilidade (esse é o princípio básico do projeto), até criações cuja simplicidade demonstra o nível da genialidade daqueles que as propõem. A união entre Wikis e grupos de discussão soa a mim como sendo o “queijo com goiabada” das comunidades virtuais, a mistura campeã, a simbiose perfeita para que os seus frequentadores continuem evoluindo cada dia mais por meio da oportunidade para que todos possam participar com pequenas contribuições de forma a aperfeiçoar ainda mais os conhecimentos e colaborar para que o aprendizado mútuo qualifique ainda mais aqueles que compartilham dos mesmos interesses.

Exemplos que me levam a descrever aqui isso tudo, e que acredito possam dar mais sentido ao meu discurso, são a página do grupo de Linux e a respectiva área de perguntas mais freqüentes que está sendo elaborada colaborativamente pelos seus participantes.

A U-Br não se propõe a oferecer um meio de comunicação e integração apenas para interessados por software livre, que é o interesse do qual compartilham todos os seus idealizadores e principais colaboradores, mas na rede é possível encontrar grupos sobre assuntos que vão desde a culinária, passando por automóveis, direito, engenharia, cidades, música, fotografia e muito mais. As possibilidades são imensas e o esforço necessário para fazer de um interesse comum uma nova comunidade cabe apenas aos seus participantes.

Se você está lendo esse post e não sabe o que é U-Br, não sabe o que está perdendo, então procure acessar e veja com os seus próprios olhos.


Quando aprender é non-sense 2!

Continuando com as divagações do post anterior, já falei da história do learn on-demand e da correlação (não sei se despropositada ou não) entre a obra de ficção “O Guia do Mochileiro das Galáxias” e a realidade da Internet hoje. Pois então fica faltando tratar do papel do professor na história.

Numa situação de aprendizado sob demanda, o processo todo ocorre de acordo com o surgimento de situações reais onde há necessidade de se aplicar um determinado conhecimento para resolver um problema. O mesmo ocorre no aprendizado baseado em problemas, só que, nesse último caso, são criadas situações fictícias e/ou controladas para que seja criada a demanda (por isso o nome de aprendizado sob demanda).

Então vamos supor que não haja necessidade de absorver uma grande quantidade de conhecimento para começar a colocá-lo em prática, bastando para isso dispor de uma série de eventos nos quais é possível aplicar os conhecimentos recém-adquiridos e deixar a cargo dos aprendizes que descubram as suas próprias maneiras de resolver o problema. Não seria isso a volta do dever de casa? Lembre-se que é indispensável ao Mochileiro carregar consigo sempre a sua toalha :-).

Pois então qual é a diferença entre aprendizado baseado em problemas e aprendizado sob demanda?

A idéia central seria que a diferença entre o aprendizado sob demanda e o aprendizado baseado em problemas está na forma com que as experiências são propostas ao “aprendiz”, ou seja, no aprendizado baseado em problemas a sua casa vai ser derrubada para a construção de uma nova rodovia (você pode se mudar ou simplesmente se deitar na frente dos tratores da equipe de demolição 🙂 ), enquanto que no aprendizado sob demanda o mundo vai acabar e você descobre que o seu melhor amigo é um alienígena, que lhe dá como única opção uma nova realidade totalmente diferente da sua (não espere que o chá tenha o mesmo sabor 🙂 ). Que opção lhe resta a não ser se adaptar e aprender?

O que isso deixa claro? Simples! Que o papel do educador é criar situações de motivação, mas não situações triviais que podem ser contornadas por subterfúgios simples e sim situações nas quais fique claro que é de extrema importância que sejam atingidas as metas para o bom andamento do processo de aprendizagem.

Não acabei ainda, logo eu volto a falar mais sobre o non-sense e aprendizado 🙂 … [continua…]


Quando aprender é non-sense!

Até que ponto o e-learning deve se moldar às formas praticadas pelo ensino presencial? Tenho me feito essa pergunta durante dias e na tentativa de achar uma resposta mais direta, menos focada em conceitos da pedagogia e mais na prática e experiência de uso da Internet como meio de construção de conhecimento. Na falta de uma opinião que espelhe com exatidão a questão eu resolvi postar aqui algumas divagações sobre o assunto.

A primeira dificuldade que vejo está em determinar onde começa e onde termina o aprendizado conectado. O que está acontecendo com cada vez mais pessoas é que a Internet se torna uma extensão dos conhecimentos sabidos, uma prótese cerebral coletiva na qual é possível complementar quaisquer saberes à qualquer momento sem a antiquada necessidade de se estudar por meios decorativos todas as nuances de um determinado assunto. Sendo assim, aquilo que vem sendo pregado por muitos “especialistas” em educação, de que hoje é necessário se especializar, de que a sociedade exige que saibamos muito sobre um determinado assunto e outras colocações pseudo-conclusivas do gênero não passa de uma deturpação do entendimento da realidade do que é a sociedade conectada.

Certamente estamos vivendo um momento em que o aprendizado deixa de ser caracterizado como um processo de formação humana básica, também deixa de ser um processo contínuo, no qual o sujeito aprende tudo sobre um assunto e depois passa a se reciclar continuamente para manter-se atualizado com as mudanças, se tornando o que pode ser chamado de “aprendizado sob demanda”, ou “learning on-demand”.

O processo de aprendizado sob demanda foi explorado na obra de ficção “O Guia do Mochileiro das Galáxias” em completo tom non-sense nos episódios onde Arthur Dent consulta o Guia, que na verdade é uma espécie de tablet-PC que contém informações sobre qualquer coisa do universo. Para Arthur basta perguntar ao guia sobre alguma coisa que ela é respondida em detalhes de forma que ele saiba o necessário para superar os obstáculos encontrados em sua jornada.

Ainda com relação ao filme “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, Arthur Dent faz uso de um dispositivo de tradução simultânea chamado Babel-fish, que no conto trata-se de um peixe que ao ser introduzido no ouvido faz a tradução de tudo que é falado para a linguagem do interlocutor.

Pode parecer totalmente non-sense como já afirmei, mas é exatamente isso que está acontecendo nesse momento com o uso da Internet. Se precisamos traduzir um texto recorremos ao Babelfish (o site, não o peixe) e se precisamos encontrar informações sobre um determinado problema recorremos ao Guia do Mochileiro (o da Terra, não o das Galáxias).

Além disso o Guia do Mochileiro da Internet fornece outros recursos como um mapa mundi interativo e meios de comunicação coletiva e individual com outros seres conectados, além de muitos outros recursos.

Pois bem, isso está ficando muito longo para uma entrada de Blog, então em breve eu escrevo o resto… [continua…]


A verdade sobre o Windows Vista

Ontém (27/07/2005) foi liberada a primeira versão beta do Windows Vista (a.k.a. Longhorn) trazendo algumas das “novidades” que já vem sendo anunciadas desde o ano passado. Dentre as tais “novidades” estão as seguintes:

  • Aero: É a nova interface gráfica do windows e nela foram adicionados recursos como o Sidebar semelhante ao Beagle que mostra informações relacionadas com o conteúdo que está sendo visualizado pelo usuário dinamicamente.
  • Search: Que é na verdade um agregador de RSS integrado com uma engine de busca, que pode ser utilizado para alimentar “pastas virtuais” nas quais são agregados conteúdos seguindo determinados critérios de busca. Recurso esse que já está presente no MacOSX há algum tempo e que também é fornecido por ferramentas como o Google Search e o Beagle para outras plataformas.
  • Metro: É a nova engine gráfica do windows, semelhante à do MacOSX, capaz de trabalhar com gráficos vetoriais e 3d e aplicar efeitos de transparência e zoom por exemplo. Recurso que está no cronograma dos mantenedores do X para o mês de novembro e que pode ser instalado à parte também há algum tempo
  • Shell: É o novo sistema de gerenciamento de arquivos, não mais associando aplicações com as extensões de arquivos e sim com o seu mime-type, e também com a geração automática de thumbnails de filmes e imagens, além de reprodução automática de arquivos de imagem, som e vídeo durante a visualização rápida (recurso presente em ambientes MacOSX e *nix).
  • Networking: Suporte ao IPv6 e a implementação de um protocolo proprietário de P2P. Recursos esses que por sua vez já estão disponíveis em outras plataformas (no caso do IPv6) ou que sequer são de interesse público (no caso do novo protocolo P2P).
  • NX: Suporte às extensões no-execute de processadores AMD64 para checagem de autenticidade do usuário de um determinado software. Recurso esse que está presente em plataforma Linux há algum tempo.
  • Gravação de DVD: Recurso integrado ao gerenciador de arquivos. Já disponível no MacOSX e em plataformas *nix por meio do Nautilus.
  • Imagens RAW: Já há suporte para isso em plataformas *nix e MacOSX faz bastante tempo.
  • Monad: Novo “Prompt do MS-DOS”, com recursos semelhantes aos shells de ambientes *nix (desde a década de 50 eu acho).
  • Meu Computador e Meus Documentos: Passam a se chamar Computador e Documentos, como nos padrões adotados por outros sistemas operacionais.
  • SafeDocs: Ferramenta de backup (agora estão dizendo que pode usar que funciona 🙂 ).
  • Virtualização de arquivos: Igualzinho aos links simbólicos dos *nix e MacOSX.
  • Sistema de arquivos transacional: Seria isso uma tentativa de implementar Journaling? Pois bem. Vide ReiserFS, Ext3 e cia. em ambientes *nix e MacOSX.

Tirem suas próprias conclusões


Aplicações web com interface desktop

O desenvolvimento de aplicações web, o uso de thin clients e a necessidade de fazer aplicações cada vez mais complexas, tendo que se prender às limitações impostas pelos navegadores de Internet tem feito surgir algumas novidades (algumas não tão novas, mas ainda pouco exploradas) que podem oferecer mais flexibilidade para o desenvolvimento de aplicações.

A primeira delas é o AJAX, que é uma técnica de desenvolvimento para web associada ao uso de scripts Java para fazer com que partes de páginas sejam atualizadas sem a necessidade de recarregar a página toda, entre outras coisas. O AJAX pode ser visto em funcionamento no GMail por exemplo.

A segunda é o XUL, que é uma extensão dos navegadores compatíveis com o Mozilla (Firefox, Navigator, Netscape, etc.) para construção de interfaces não baseadas em HTML e com os mesmos recursos (pelo menos os mais básicos e necessários) oferecidos por widgets gráficos como o GTK, QT, etc.

Vale a pena dar uma olhada no site e conferir o funcionamento do XUL, antes que a Microsoft venha falar que inventou isso com o XAML.


Desenvolvimento de Aplicações Web com Zope

Desenvolver aplicações web é um processo que compreende a criação de uma base de dados relacional, a criação de alguns formulários e listagens atrelados à lógica de negócio e pronto. Certo?

Errado!!! Abandone por alguns minutos a clava e a lança e deixe seus olhos se acostumarem com a luz fora da caverna para continuar lendo o que escrevo à seguir.

O primeiro framework de desenvolvimento de aplicações web que fez com que a grande maioria dos programadores se voltasse para a idéia de que a re-invenção da roda é algo ruim deve ter sido o Ruby on Rails, mas o existem dezenas de alternativas interessantes para lidar com os mesmos problemas, ou seja…

  • O mapeamento objeto-relacional;
  • A geração de interfaces para operações de criação, exclusão, listagem e exibição de informações;
  • A implementação de segurança por meio da implementação de usuários, grupos e papéis;
  • A geração de logs;
  • A validação de dados;
  • etc…

Tudo isso é oferecido por uma grande quantidade de frameworks de desenvolvimento disponíveis para praticamente todas as linguagens de programação.

Mas é quando o assunto é Zope que a coisa começa a complicar. O ambiente foi desenvolvido para servir de base para aplicações web, com o tempo foram criados frameworks por sobre a estrutura inicial, que por sua vez deram origem a outros frameworks e no fim das contas é quase impossível distinguir o que é Zope, o que é CMF, o que é Plone, e o que é Archetypes por exemplo.

Aí dentro do archetypes surgem coisas como o ArchGenXML, e extensões como o relations que são de terceiros, mantidas de forma independente, entretanto funcionais ao extremo e oferecendo recursos interessantes.

Mas tem mais… E o ZODB? Bom… O ZODB é um banco de dados de objetos. Humm… Desenvolver aplicações sem banco de dados relacional??? Pois é! Ele pode ser uma camada de abstração, oferecendo todos os recursos necessários para se tratar os dados como objetos enquanto os dados podem ser armazenados em bases de dados relacionais.

[continua …]


Inauguração do Blog

Agora sim! Nada mais de página feia, o lixo foi varrido pra baixo do tapete. Essa já é a 54ª inauguração de um Blog que eu faço, até hoje nenhum foi pra frente, mas vamos ver se agora a coisa anda. A idéia aqui é estudar a mecânica de funcionamento de um Blog no dia-a-dia como experiência para aplicação desse tipo de recurso na Educação a Distância. OBlogger.com me pareceu uma boa opção por ser simples e dotado de poucos recursos que possam vir a me desviar do objetivo principal (pelo menos é o que eu acho por enquanto), mas logo o tempo vai fazer o resto.