Dia 17: Adeus Peru, olá Bolívia – De Puno a La Paz

Partimos cedo de Puno com destino a La Paz. O tempo estava bem nublado e frio, o que é preocupante quando se está a 3800m de altitude. Mesmo assim seguimos, pois já sabíamos que a fronteira entre o Peru e a Bolívia seria complicada, e foi mesmo.

Ao chegar na Aduana dividimos as tarefas de cuidar das motos, obter a papelada de saída das motos e carimbar os passaportes para sair do Peru. E eis aí um aspecto negativo desse pais, eles são muito desorganizados e burocráticos, então lá se foi quase 1 hora e conseguimos atravessar para a Bolívia.

Primeira impressão da Bolívia: Precária.

Se o Peru já exala pobreza, a Bolívia faz as cidades do interior parecerem bairros de classe media. A aduana e a imigração são sujas e bagunçadas, não há indicação de nada e as ruas são tão caóticas quanto as de Juliaca.

Xerox pra cá, formulário pra lá. Em pouco mais de uma hora fomos liberados para seguir viagem. Na aduana conversamos com 2 gaúchos que estavam fazendo mais ou menos o mesmo percurso que o nosso de pickup e eles disseram que tiveram que dar 400 soles para os guardas próximo a Juliaca, possivelmente os mesmos que mos extorquiram. Também conversamos com um Chileno que estava vindo a La Paz e ele nos disse que pegou neve em Arequipa, o que faz sentido já que tem chovido bastante por esses lados e o aumento da humildade pode ser imprevisível nos Andes.

Passada a fronteira fomos a Tiwanaku, local onde se situa um importante sítio arqueológico e que fica no caminho para La Paz. Pagamos 80 bolivianos pelo boleto de acesso e visitamos as ruínas e o museu de cerâmica. Valeu a pena, pois Tiwanaku, apesar de ser um sítio pequeno, foi o local onde vimos os entalhes em rocha mais perfeitos da viagem, claramente feitos com uma técnica diferente da Inca e apontados por arqueólogos como sendo provenientes de uma civilização antiquíssima, de cerca de 11mil anos.

Em Tiwanaku se vê também dois portais, o do Sol e o do Puma, e pedras esculpidas de mais de 130 toneladas. É sem duvida um local que desafia a razão, só que carece de mais infra-estrutura. Fizemos a visita por conta, mas pescando um pouco das explicações dos guias da pra ver que despreparo é grande.

Saímos de Tiwanaku e rumamos até La Paz. Chegando a cidade a natureza nos brindou com uma cena surreal. No primeiro plano havian nuvens carregadas e colunas de chuva e ao fundo sol delineava os Andes, gigantes nevados, pairando no horizonte, imagem que penso ter conseguido captar bem só com a câmera digital e nao com o iPhone, o que faz com que eu do possa compartilha-la ao fim da viagem.

Com um pouco de trabalho e a ajuda remunerada de um taxista achamos um ótimo hotel e resolvemos mudar os planos. Amanha iremos para Coroico, conhecer La Ruta de La Muerte, e voltaremos a La Paz de onde partiremos para Cochabamba, Santa Cruz de la Sierra, Puerto Suarez, Corumbá, Jardim e Umuarama, encurtando um pouco a viagem e cortando o Salar de Uyuni do roteiro, ficando este para uma próxima oportunidade.

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